
Gerdau (GGBR4) Surpreende em Q2, Mas Ações Caem; Análise dos Especialistas
Apesar de resultados positivos no segundo trimestre de 2026, as ações da Gerdau enfrentam queda. Entenda a análise dos especialistas e as expectativas futuras.
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A Gerdau (GGBR4) recebeu um feedback positivo dos analistas após apresentar resultados que superaram as expectativas no segundo trimestre de 2026. No entanto, curiosamente, as ações da siderúrgica estão em queda nesta quarta-feira, dia 5. Por volta das 10h30, no horário de Brasília, os papéis preferenciais viam um recuo de 2,82%, negociando a R$ 25,16, em um momento de realização após a divulgação do balanço.
Desempenho Financeiro da Gerdau
O Itaú BBA avaliou o desempenho da Gerdau como favorável, destacando que o Ebitda – que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações – alcançou aproximadamente R$ 3,43 bilhões no trimestre. Isso representa um crescimento de 16% em comparação ao trimestre anterior, ficando cerca de 5% acima do consenso de mercado.Contribuições Regionais e Expectativas Futuras
O ponto aqui é que a América do Norte foi responsável por dois terços dessa surpresa positiva, beneficiada por preços que superaram as expectativas. Já o Brasil também contribuiu para o bom desempenho, refletindo uma melhora nos custos.O Itaú BBA mantém uma visão otimista sobre o desempenho operacional da empresa para o segundo semestre de 2026, especialmente devido ao aumento das margens na América do Norte, que se deve aos recentes reajustes de preços, além de um cenário macroeconômico favorável para a demanda, com uma carteira de pedidos que ultrapassa 100 dias.
No entanto, a recuperação no Brasil deve ser mais lenta, e o ambiente doméstico permanece desafiador em termos de preços. Diante desse cenário, o Itaú BBA reafirmou a recomendação de compra com um preço-alvo de R$ 27.
Análise da XP Investimentos
Por sua vez, os analistas da XP Investimentos, Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, também destacaram que o bom desempenho da Gerdau foi principalmente impulsionado pela operação na América do Norte, que registrou tanto aumento de preços quanto volumes, além de possuir uma carteira de pedidos robusta. A expectativa para a indústria americana sugere que novas melhorias podem ser vistas no próximo trimestre.No Brasil, a companhia também apresentou avanços, com um crescimento de 1 ponto percentual na margem, impulsionado por preços e volumes maiores, que ajudaram a atenuar, ainda que parcialmente, o aumento dos custos.
A XP também ressaltou a geração de fluxo de caixa livre de R$ 300 milhões, apesar do investimento de cerca de R$ 1 bilhão em capital de giro devido ao aumento dos estoques. Além disso, a corretora mencionou o anúncio de dividendos no valor de R$ 0,23 por ação e o progresso no programa de recompra de ações, com cerca de 31% já concluído.
Para os analistas da XP, a Gerdau continua sendo a principal escolha no setor de Metais & Mineração, sustentada pela expectativa de geração de caixa resiliente entre 2026 e 2027. Já o JPMorgan avaliou que os resultados foram sólidos, superando as projeções em todas as regiões.
O banco prevê uma revisão positiva nas estimativas de consenso, uma vez que o Ebitda consolidado de R$ 3,4 bilhões ficou 3,7% acima de suas projeções. Além disso, a empresa anunciou reajustes de preços para distribuidores e vigas na América do Norte, o que deve contribuir para aumentar as previsões para a operação nessa região. O JPMorgan também reiterou a recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 32.
