Geovana: Sambista busca reconhecimento após regravação sem crédito
A sambista Geovana luta na Justiça para garantir seus direitos autorais e o reconhecimento de sua obra após regravação por Marcelo D2.

A sambista e compositora Geovana, amplamente reconhecida por suas canções que celebram sua herança africana durante a época da ditadura militar, decidiu recorrer à Justiça. Seu objetivo é buscar o reconhecimento de sua autoria e garantir o pagamento de direitos autorais referentes ao seu famoso sucesso "Tataruê", lançado em 1975. Recentemente, em 2025, a música foi regravada pelo rapper Marcelo D2, mas, para a surpresa de Geovana, ela não recebeu qualquer remuneração da Universal Music Publishing e, além disso, não foi consultada sobre essa nova versão.
Na ação judicial, Geovana questiona o fato de seu nome civil ter sido mencionado, enquanto seu nome artístico foi deixado de lado. Ela pleiteia um ressarcimento por danos morais e materiais, incluindo a inclusão de seu nome artístico nos créditos da gravação.
No dia 30 de junho de 2026, o desembargador Jean Albert de Souza Saadi concedeu uma liminar que garante a inclusão imediata do nome de Geovana nos créditos. Ele ressaltou a importância dessa medida, considerando o impacto emocional e a invisibilidade que seu trabalho enfrenta. O magistrado destacou a urgência da questão, especialmente porque a música continua a ser tocada em várias plataformas.
Entretanto, o advogado de Geovana, Rafael Moura, alertou que, apesar da liminar ter resolvido parte do problema, o desfecho final do processo pode levar anos. A defesa da Universal Music Publishing não se manifestou sobre a situação, enquanto o representante legal de Marcelo D2 contestou a liminar, afirmando que o nome de Geovana já estava incluído na gravação antes mesmo dessa decisão.
