Gastos em Redes Sociais: Estratégias de Campanha em SP 2026

Gastos em Redes Sociais: Estratégias de Campanha em SP 2026

Em 2026, candidatos de direita investem em redes sociais, enquanto a esquerda prioriza materiais impressos nas eleições de SP.

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Por volta das 9h03 do dia 7 de outubro de 2026, o cenário político em São Paulo se desenha com nuances distintas. Os candidatos a deputado mais votados na região adotaram abordagens bastante diferentes em suas campanhas. Enquanto os representantes da direita direcionaram uma parte significativa de seus recursos para as redes sociais, os da esquerda optaram por investir mais em materiais impressos.

Por exemplo, o deputado federal Lucas Pavanato, do PL, alocou metade de seus R$ 2,7 milhões gastos em ações digitais. A deputada Eduarda Campopiano, também do PL, seguiu uma linha parecida, utilizando 61% de seu orçamento para a internet.

Do lado da esquerda, Erika Hilton e Sâmia Bomfim, ambas do PSOL, priorizaram os impressos, gastando R$ 453 mil e R$ 775 mil, respectivamente. Eduardo Suplicy, do PT, teve um total de despesas de R$ 90 mil.

Dentre os seis candidatos a deputado mais votados de São Paulo nas eleições para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, cada um se destacou com suas particularidades nas estratégias de campanha. Os campeões de votos da direita concentraram suas despesas em redes sociais e impulsionamento, enquanto os principais nomes da esquerda focaram mais na produção de materiais impressos, como santinhos e folhetos.

Esse levantamento considerou os seis candidatos que superaram a marca de 500 mil votos no estado: Lucas Pavanato (PL), Erika Hilton (PSOL), Eduarda Campopiano (PL), Eduardo Suplicy (PT), Sâmia Bomfim (PSOL) e Kim Kataguiri (Missão).

Juntos, eles acumulam mais de 18 milhões de seguidores no Instagram, uma plataforma que se firmou como uma vitrine crucial para a campanha eleitoral. Os dados das prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral indicam que o investimento em ações digitais foi maior entre os candidatos da direita em comparação aos da esquerda.

O caso mais notável é, sem dúvida, o do deputado federal eleito Lucas Pavanato, de apenas 28 anos, que conquistou mais de 3 milhões de votos, tornando-se o candidato mais votado para o cargo na história de São Paulo. Ele declarou R$ 2,7 milhões em despesas, dos quais cerca de R$ 1,35 milhão foram destinados ao impulsionamento de conteúdo digital, representando metade de seu total de gastos.

Por sua vez, a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano, de 23 anos, seguiu uma estratégia semelhante à de Pavanato, com quem formou uma parceria durante a campanha. Aproximadamente R$ 400 mil foram direcionados para impulsionamento nas redes sociais, o que corresponde a 61% do total de R$ 654 mil em despesas declaradas.

Vale lembrar que ambos já eram influenciadores conservadores antes de ingressar na política e utilizaram as redes sociais como sua principal plataforma eleitoral.

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