G7 Anuncia Proteção do Estreito de Ormuz Após Conflito no Irã
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Grupo dos Sete condicionaram a missão de proteger o Estreito de Ormuz à cessação das hostilidades no Médio Oriente.
O G7 decidiu que vai proteger a passagem pelo Estreito de Ormuz, uma rota essencial para as exportações de energia. No entanto, essa proteção só será implementada após o término do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã. Essa decisão, tomada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, surge em um momento crítico em que o presidente dos EUA, Donald Trump, intensifica a pressão sobre os países europeus para que ajudem a garantir a segurança dessa via marítima, que, desde o início das hostilidades há quase um mês, está praticamente bloqueada por Teerã.
"Há um consenso muito amplo na comunidade internacional sobre a importância de preservar a liberdade de navegação", comentou Jean-Noël Barrot, ministro dos Negócios Estrangeiros da França. Ele destacou que uma missão internacional para escoltar navios será ativada "assim que a calma for restabelecida" e atuará "numa postura estritamente defensiva", sempre respeitando o direito internacional.
Trump, por sua vez, tem feito críticas contundentes aos países europeus e à NATO pela falta de uma missão marítima na região de Ormuz, que ele acredita representar riscos significativos para todos os envolvidos. O secretário de Estado, Marco Rubio, insinuou que, devido à recusa da Europa em se engajar, a Casa Branca poderia reconsiderar seus esforços para encerrar a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.
Por outro lado, Johann Wadephul, ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, avaliou as discussões de forma positiva, dizendo que o clima na sala era "de trabalho". Mais de 30 países, incluindo Portugal, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Japão, assinaram uma declaração expressando sua "disponibilidade para contribuir com os esforços apropriados para garantir uma passagem segura" através de Ormuz.