
Futuro dos Carros Autônomos: O Que Esperar Até 2035?
Elon Musk prevê que em cinco anos a condução autônoma será comum, mas desafios ainda persistem na tecnologia.
Reprodução Redes Sociais
Elon Musk, CEO da Tesla, acredita que em apenas cinco anos, os carros autônomos poderão se tornar uma realidade dominante nas estradas. No entanto, como já é habitual nas suas declarações otimistas, é preciso ter cautela ao interpretar essas previsões. Durante sua fala na conferência Samson International Smart Mobility Summit, em Telavive, Musk comentou: “Daqui a cinco anos, e certamente em dez, provavelmente 90% de toda a distância percorrida será feita por inteligência artificial em veículos autônomos.”
É inegável que houve um avanço significativo na condução autônoma desde que a inteligência artificial ganhou força em 2022. Contudo, ainda existem desafios importantes a serem superados antes que essa tecnologia se torne realmente prevalente.
Por exemplo, a Tesla teve que convocar mais de 200.000 veículos nos EUA para resolver problemas relacionados às imagens da câmera traseira, que poderiam aumentar o risco de colisão. Da mesma forma, a Waymo enfrentou suas próprias dificuldades, retirando cerca de 3.800 robotáxis após identificar que os veículos poderiam entrar em ruas alagadas a altas velocidades.
Ali Kani, vice-presidente da divisão automotiva da Nvidia, ressaltou que um dos principais obstáculos para os veículos autônomos são os “cenários de cauda longa” – aquelas situações inesperadas que os sistemas ainda não encontraram. Portanto, mesmo que os veículos totalmente autônomos cheguem às ruas, eles não se tornarão um fenômeno massivo de imediato e ainda enfrentarão muitas dificuldades.
Um relatório de 2025 do Fórum Econômico Mundial concluiu que a total autonomia em veículos pessoais provavelmente não será algo comum até 2035, prevendo que essa funcionalidade continuará a ser um nicho, presente em apenas 4% dos novos automóveis.
Enquanto isso, a condução parcialmente autônoma já faz parte do cotidiano, sendo a condução de Nível 2+ a mais popular no momento. Na Europa, já existem sistemas de Nível 2 em operação, e o Nível 3 foi aprovado para condições controladas, embora a autorização completa dependa do desempenho desses sistemas em situações reais.
Quanto à autonomia de Nível 5, ou seja, veículos totalmente sem motorista em todas as condições, a Agência Internacional da Energia afirma que “não está, para já, no horizonte.” O mesmo relatório indica que a frota global de robotáxis deve aumentar para entre 700.000 e 3 milhões de veículos até 2035. É um cenário fascinante, mas que ainda exige cautela e reflexão sobre os desafios que estão por vir.


