Futuro da Economia Criativa: MinC e Reino Unido em Debate
O Secretário Executivo do MinC, Márcio Tavares, discute inovações e desafios da economia criativa em seminário no Reino Unido, destacando a diversidade cultural.
O Secretário Executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, esteve em Manchester, no Reino Unido, nos dias 17 e 18 de abril, para uma missão oficial. Ele participou do seminário internacional intitulado "Beyond Growth: Políticas para as Indústrias Culturais e Criativas no Século XXI". Este evento, que aconteceu na Universidade de Manchester, contou com o apoio da Fundação Itaú.
O seminário marcou o início de um programa de pesquisa comparativa entre Brasil e Reino Unido, em colaboração com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O objetivo é estabelecer novas bases para as políticas culturais e criativas nos tempos atuais. Especialistas, acadêmicos e formuladores de políticas públicas se reuniram para discutir questões essenciais como igualdade, inteligência artificial, transição climática, precarização do trabalho cultural e o futuro das indústrias culturais e criativas (ICCs).
Durante o evento, Tavares participou do painel "O que vem a seguir: Igualdade, ICCs e o Futuro", mediado por Gustavo Moller. Também estavam presentes a deputada federal Carolina Dartora, Katy Shaw, diretora do programa Creative Communities do Arts and Humanities Research Council (AHRC) pela Northumbria University, e Mafalda Damaso, do European University Institute.
Em sua fala, Tavares apresentou a perspectiva do governo brasileiro sobre o setor, destacando o programa Brasil Criativo como uma política pública fundamental para o século XXI. Ele enfatizou a relevância da territorialização e da democratização do fomento cultural, defendendo que a economia criativa deve ser vista como um ecossistema complexo e interdependente.
Além disso, o secretário sublinhou a diversidade cultural como a base da economia criativa brasileira, afirmando a importância de se considerar os diferentes territórios. "A diversidade cultural deve ser entendida como a principal potência — um insumo renovável e infinito da criatividade brasileira. Compreender essa lógica no centro da construção das políticas é essencial", destacou.
O seminário "Beyond Growth" também promoveu debates sobre outras questões estratégicas, como conceitos, métodos e estratégias para as ICCs, a necessidade de um novo marco regulatório para as ICCs, e como integrar as demandas das políticas públicas com a educação nas ICCs.
Além disso, a agenda de Márcio Tavares em Manchester incluiu uma reunião com Esme Ward, diretora do Manchester Museum. Eles conversaram sobre o giro decolonial do museu, novas abordagens museológicas, além de temas relacionados à cultura e sustentabilidade.
