Francesca Albanese: Polêmica sobre Israel e os Fatos Recentes
Na semana passada, a França, a Alemanha e outros países pediram a demissão de Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados, devido a um alegado comentário antissemita sobre Israel. Os seus apoiantes afirmam que a alegação se baseia em informação incorreta.

No dia 11 de fevereiro de 2026, a controvérsia envolvendo Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados, ganhou destaque após declarações atribuídas a ela sobre Israel. O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, anunciou que Paris solicitava sua demissão, alegando que Albanese fez "observações ultrajantes e repreensíveis" direcionadas a Israel como povo e nação. Albanese, no entanto, refutou essas alegações em entrevista à France 24, afirmando que nunca disse que Israel era o "inimigo comum da humanidade". Ela esclareceu que sua crítica se referia a crimes e violações de direitos humanos cometidas por Israel.
A polêmica começou quando deputados franceses acusaram Albanese de antisemitismo, citando um fórum da Al Jazeera onde, segundo eles, ela teria descrito Israel como "um inimigo da humanidade". A deputada Caroline Yadan apresentou vídeos do evento como evidência, mas um deles foi desmentido, revelando manipulação com inteligência artificial. A gravação original mostra Albanese criticando países que armam Israel e apoiam suas ações, sem mencionar diretamente o país como um "inimigo comum".
Após a solicitação de demissão, Barrot reiterou sua posição, destacando que as observações de Albanese se somam a uma longa lista de declarações problemáticas. Albanese também enfrentou críticas por sua presença no fórum da Al Jazeera, que contou com figuras controversas, embora sua participação tenha sido em um evento distinto focado em direito internacional. A situação continua a gerar debates intensos nas redes sociais e na política internacional.
Atualizado há menos de 1 hora
Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos, afirmou no programa matinal Europe Today, da Euronews, que não pretende se demitir, descrevendo as acusações do ministro dos Negócios Estrangeiros francês como "ridículas". Albanese destacou que as acusações visam "distrair" dos seus relatórios que condenam o apoio de dezenas de países, incluindo a França, a Israel. Ela enfatizou que "a impunidade mata" e que há um foco desproporcional em suas palavras em vez das práticas de um Estado acusado de crimes contra a humanidade e genocídio. Albanese reafirmou que mantém "a confiança do Conselho dos Direitos Humanos [da ONU]".


