Flávio Bolsonaro e Trump: Conexões e Desentendimentos Recentes

Flávio Bolsonaro e Trump: Conexões e Desentendimentos Recentes

Entenda a relação entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, marcada por encontros limitados e declarações controversas, em meio à atualidade política.

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Pablo Porciuncula/AFP; Jonathan Ernst/Reuters

Data de publicação original: 30/10/2026, 12:00. Flávio Bolsonaro tem se mostrado alinhado ideologicamente a Donald Trump. No entanto, a interação entre eles é bastante limitada; até o momento, eles se encontraram pessoalmente apenas uma vez. A única reunião aconteceu em maio de 2026, na Casa Branca, onde Flávio solicitou que as facções PCC e Comando Vermelho fossem classificadas como organizações terroristas. Depois que os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, Flávio enviou uma carta pedindo a suspensão dessas taxas até sua eventual eleição. Em 7 de julho, o senador defendeu o sistema de pagamentos Pix contra possíveis sanções dos EUA, comprometendo-se a não internacionalizá-lo. Flávio também celebrou as sanções impostas pelos Estados Unidos a Alexandre de Moraes, ocorridas em julho de 2025. Vale lembrar que o nome do ministro foi retirado da Lei Magnitsky em dezembro do mesmo ano. Atualmente, Flávio Bolsonaro, que se refugiou nos Estados Unidos na quarta-feira (29), mantém uma relação de afinidade política com Trump. Porém, essa conexão ainda é marcada por um contato pessoal restrito, com o presidente americano evitando oferecer apoio público ao senador durante as eleições no Brasil. Recentemente, Trump foi questionado sobre a situação eleitoral no Brasil e sobre a fuga de Flávio. O presidente dos EUA classificou o pleito como "muito estranho" e "terrível", mas não se comprometeu a apoiar diretamente o senador do PL. Ao ser indagado sobre a carta em que Flávio se autodenomina "líder do Brasil", Trump declarou que não queria se envolver. Na quinta-feira (29), ele reafirmou que não tomou partido nas eleições brasileiras, conforme solicitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É importante lembrar que, nos Estados Unidos, Trump se prepara para uma eleição crucial que pode definir o restante de seu mandato. Na próxima terça-feira (3), os americanos irão às urnas para renovar a Câmara e parte do Senado. As projeções indicam que os democratas podem ter chance de conquistar o controle das duas Casas do Congresso. Nesse contexto, Trump já levantou dúvidas sobre a aceitação do resultado das eleições: “Respeitarei, se forem eleições honestas”, afirmou. Durante sua campanha, Trump foi cauteloso ao declarar apoio a Flávio. Após o primeiro turno, no início de outubro, o republicano comentou que o brasileiro teve um resultado apertado, mas impressionante. Embora não tenha feito declarações explícitas de apoio, a figura de Trump esteve presente na campanha de Flávio. Em uma manifestação em apoio ao candidato, realizada no último domingo (18), apoiadores levaram à Avenida Paulista um míssil inflável gigante com a mensagem em inglês: "Trump nuke Brazil".

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