
Fim das Apostas Online: Impactos na Série A do Brasileirão
Reunião entre governo e clubes da Série A discute o fim das bets e seus efeitos nas receitas de patrocínio, prevista para a próxima semana.
Reprodução Redes Sociais
27/09/2026, 10h45
• Atualizado há poucos minutos
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O governo federal está se preparando para reunir os dirigentes dos clubes de futebol da Série A — a elite do Campeonato Brasileiro. A reunião deve acontecer na próxima semana, mas a data ainda não foi marcada devido à reta final da campanha eleitoral.
Na pauta, a discussão sobre o fim das operações das casas de apostas online no Brasil, conhecidas como bets. O governo já anunciou uma medida provisória que prevê o encerramento das atividades das plataformas atualmente autorizadas a operar no país.
• Curiosamente, dos 20 clubes que compõem a Série A, apenas seis não têm publicidade de casas de apostas em suas camisas.
O executivo de um grande clube de São Paulo mencionou que a decisão de encerrar as bets pegou tanto os times quanto as operadoras de surpresa. “Estávamos atentos aos discursos sobre o fim das bets, mas ninguém no setor imaginava que isso aconteceria por meio de um decreto e sem consultar as partes envolvidas”, afirmou.
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Os clubes estão preocupados com a importância que as empresas de apostas adquiriram nas suas receitas de patrocínio. Muitos já estavam em negociação com o governo para encontrar alternativas que minimizassem a possível perda dessas receitas. No entanto, o governo deixou claro que pretende primeiro avaliar a dependência financeira das equipes antes de decidir os próximos passos.
A presença das bets nas camisas do futebol brasileiro acabou inflacionando o mercado de patrocínio esportivo, afastando potenciais patrocinadores de outros segmentos. Para ilustrar essa “inflação das bets”, vale lembrar que a Sportingbet firmou um contrato com o Palmeiras no valor de R$ 170 milhões anuais — um salto considerável em relação aos R$ 80 milhões pagos pela patrocinadora anterior.
Agora, a possível saída das casas de apostas já está colocando em discussão cerca de R$ 1 bilhão em contratos de patrocínio que envolvem os clubes da Série A. Atualmente, o contrato entre o Flamengo, o clube com a maior torcida do Brasil, e a Betano gira em torno de R$ 220 milhões por ano — um valor que tende a aumentar conforme o time conquista títulos. Vale destacar que a Betano também é patrocinadora do Campeonato Brasileiro, o que deve impactar os cofres da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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