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Fila do INSS diminui rapidamente; quase 1 milhão de benefícios foram negados em junho.
Lucas Thadeu/Rede Amazônica
Mutirão do INSS em Rio Branco — Foto: Lucas Thadeu/Rede Amazônica
A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem mostrado um recuo constante neste ano, especialmente após a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de zerar essa fila até o final de 2026. No entanto, é importante notar que os indeferimentos de pedidos também estão aumentando rapidamente.
Segundo dados do Ministério da Previdência Social, a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios pendentes em junho e chegou a 1,55 milhão no final de julho, o que representa o menor número em 21 meses. Isso significa uma redução impressionante de 74% ao longo do ano.
Jane Berwanger, diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), aponta uma discrepância preocupante: a queda na fila de espera, acompanhada pelo aumento nos indeferimentos, revela uma "matemática que não fecha". Para ela, essa estratégia pode estar apenas transferindo a demanda para outra fase do processo.
"Fala-se muito sobre o elevado índice de judicialização no Brasil, especialmente nas questões previdenciárias, e aqui temos um exemplo claro disso. Muitas pessoas que poderiam ter seus casos resolvidos com uma análise mais cuidadosa vão acabar tendo que recorrer à Justiça para garantir seus direitos", observa.
Além disso, Jane destaca as dificuldades que os segurados enfrentam para comprovar seu direito ao benefício, particularmente em situações que exigem a demonstração de incapacidade para o trabalho. Entre os fatores que podem levar a indeferimentos, ela menciona a falta de documentação médica e problemas na avaliação feita durante a perícia. A dificuldade em reunir documentos que comprovem a incapacidade, somada a uma análise considerada insuficiente, pode prejudicar o segurado no processo de concessão do benefício.
Fachada do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília (DF) — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Por outro lado, Leonardo Rolim, especialista em Previdência Social e ex-secretário de Previdência e presidente do INSS entre 2019 e 2022, destaca que os dados oficiais disponíveis, em um primeiro momento, não indicam necessariamente que algo esteja errado com o aumento significativo de indeferimentos neste ano.
Ele explica que a principal medida adotada pelo governo para reduzir a fila do INSS tem sido a oferta de bônus para peritos e servidores, uma estratégia que já foi utilizada anteriormente e frequentemente traz resultados positivos. Rolim também constatou que, devido a essa ação, a fila para perícias caiu drasticamente nos últimos meses.
A perícia médica é uma etapa obrigatória para a concessão e continuidade de alguns benefícios do INSS. — Foto: Fabiane de Paula/SVM
Outra mudança importante foi a implementação de uma regra que impede que o segurado apresente um novo requerimento enquanto um processo referente ao mesmo tipo de benefício estiver em andamento. Na prática, isso significa que um novo pedido só pode ser feito após 30 dias da decisão anterior. Essa medida visa, entre outras coisas, organizar melhor o fluxo de pedidos e evitar sobrecargas no sistema.
Atualizado há 8 horas
Apesar da redução na fila, pessoas relatam esperas de até oito meses por respostas do INSS. José Flávio Costa, motorista de aplicativo, aguarda há cerca de oito meses por uma resposta ao seu pedido de aposentadoria. Enquanto isso, ele trabalha para sustentar a família. Erika Antônia Bonifácio, cozinheira, está sem benefício e salário há cerca de seis meses, após ter a prorrogação do pagamento por incapacidade temporária negada. Ela depende do marido para manter as despesas. Maria Delene Oliveira, de 52 anos, aguardou sete meses para realizar a perícia médica por incapacidade temporária e ainda espera o resultado.
Atualizado há 1 hora
A fila de pedidos de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu para 1,282 milhão de requerimentos, segundo dados parciais até 24 de agosto. É o menor patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2023. O número representa uma redução de 59% em relação a janeiro, quando havia 3,073 milhões de requerimentos pendentes. Entre os processos que aguardam há mais de 45 dias, a redução foi ainda maior, com 261 mil requerimentos atualmente, contra 1,882 milhão em janeiro, uma queda de 86%. A redução da fila ocorre ao mesmo tempo em que o INSS registra um recorde na concessão de benefícios. De janeiro a julho de 2026, o instituto concedeu, em média, 730 mil benefícios por mês, um número 67% superior à média registrada no mesmo período de 2022. O tempo médio nacional de espera por uma perícia está atualmente em 17 dias, uma queda de 75% em relação a agosto de 2023, quando a média era de 70 dias.
Atualizado há 8 horas
A fila de pedidos de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu para 1,282 milhão de requerimentos, conforme dados parciais até 24 de agosto. Este é o menor patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2023. O número representa uma redução de 59% em relação a janeiro, quando havia 3,073 milhões de requerimentos pendentes. Entre os processos que aguardam há mais de 45 dias, a redução foi ainda maior, com 261 mil requerimentos atualmente, contra 1,882 milhão em janeiro, uma queda de 86%.
A redução da fila ocorre ao mesmo tempo em que o INSS registra um recorde na concessão de benefícios. De janeiro a julho de 2026, o instituto concedeu, em média, 730 mil benefícios por mês, um aumento de 67% em relação ao mesmo período de 2022. O tempo médio para a análise de um benefício pelo INSS está atualmente em 35 dias, variando de acordo com o tipo de pedido. A fila para realização de perícias médicas também apresentou forte redução, com o número de pessoas aguardando atendimento caindo de 1,230 milhão em novembro de 2025 para 196.615 em agosto de 2026, uma redução de 84%.
