Ferrari Aumenta Metas de Receita com Personalizações e F80

A fabricante italiana revisou suas previsões financeiras para 2026, destacando a crescente demanda por personalizações e o sucesso do supercarro F80.

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Por Dow Jones — Barcelona

03/11/2026, 14:03:01

A Ferrari, famosa por seus esportivos de luxo, acaba de elevar suas projeções para 2026 pela segunda vez neste ano. Essa decisão é impulsionada pela alta demanda por programas de personalização de veículos e pela aceleração nas entregas de seus modelos mais recentes e lucrativos, especialmente no terceiro trimestre.

Nesta terça-feira, 3 de novembro, a fabricante italiana anunciou que agora espera atingir uma receita de cerca de 7,65 bilhões de euros, superando a previsão anterior, que era de aproximadamente 7,6 bilhões de euros.

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) ajustado foi revisado para pelo menos 2,29 bilhões de euros, uma leve alta em relação à mínima anterior de 2,26 bilhões de euros. Além disso, a empresa também aumentou a meta para a margem Ebit ajustada, que agora passa de pelo menos 29,5% para um mínimo de 29,8%.

As metas operacionais, que incluem o Ebitda ajustado, a margem Ebitda, o lucro por ação e a geração de fluxo de caixa livre industrial, foram ajustadas moderadamente para cima. Na prática, isso reflete um desempenho melhor do que o esperado, com volumes de personalização superando as previsões iniciais e um impacto cambial menos adverso do que o previsto. O mix comercial também está sendo favorecido por modelos que trazem maior margem de lucro. Vale lembrar que a Ferrari já havia revisado suas metas em julho.

“Estamos vendo um robusto crescimento financeiro, sustentado pelas entregas do nosso supercarro F80 e pelas customizações da família Ferrari 296 Speciale”, comentou o diretor-presidente da marca, Benedetto Vigna. “Nossa carteira de pedidos se estende até 2028, e ainda temos dois lançamentos programados para este ano.”

No terceiro trimestre, a Ferrari entregou 3.368 veículos a clientes. Embora isso represente uma queda de 33 unidades em relação ao ano anterior, essa cifra superou a média das projeções de analistas consultados pela FactSet, que era de 3.332 entregas.

As remessas dos modelos Amalfi, 296 Speciale, 12Cilindri Spider e Purosangue tiveram um desempenho positivo, enquanto as entregas do 849 Testarossa e do 296 Speciale Aperta continuaram a crescer. O 849 Testarossa Spider também fez suas primeiras entregas. Além disso, os repasses do supercarro F80 estão seguindo conforme o planejamento. Por outro lado, os modelos Roma Spider, 296 GTS e a linha SF90 XX foram descontinuados.

Quando observamos a distribuição geográfica, as vendas na região que inclui Europa, Oriente Médio e África, que é o maior mercado da montadora, aumentaram em 38 veículos. Nas Américas, houve um crescimento de 5 unidades, e o restante da Ásia-Pacífico viu um aumento de 29 carros. Em contraste, as entregas na China continental, Hong Kong e Taiwan caíram em 105 veículos.

No que diz respeito ao desempenho financeiro, a montadora registrou um Ebit de 563 milhões de euros, superando os 503 milhões de euros do mesmo período do ano anterior e alcançando uma margem operacional de 29,7%, impulsionada pelas customizações e pelo F80. A receita líquida subiu 7,4%, totalizando 1,9 bilhão de euros.

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