
Fed: Goolsbee sugere cortes de juros se inflação atingir 2%
O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, discute a possibilidade de cortes nas taxas de juros caso a inflação se aproxime da meta de 2%.
Reprodução Redes Sociais
21/09/2026, 10h56
Atualizado há um minuto
---
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, Austan Goolsbee, fez uma declaração impactante nesta segunda-feira (21). Ele enfatizou a necessidade de coragem da parte da autoridade monetária para lidar com a inflação. Goolsbee destacou que só se sentiria à vontade para reduzir as taxas de juros se houvesse evidências convincentes de que os preços estão realmente se aproximando da meta de 2%.
“Se aparecerem evidências claras de que a inflação está voltando para 2%, não teria problemas em ver as taxas caírem novamente”, disse ele durante uma sessão de perguntas e respostas em um evento em Londres. O ponto aqui é que, segundo ele, o Fed não enfrenta atualmente um problema de emprego, mas sim um desafio relacionado à inflação.
Ele se mostrou otimista quanto à possibilidade de a inflação retornar à meta de 2%, contanto que novos sinais de superaquecimento da demanda não surjam. Goolsbee refletiu sobre a situação, afirmando que o Fed ainda está tentando entender quanto da inflação que estamos vendo agora é resultado de choques de oferta e quanto é impulsionado pela demanda.
“Estou aberto a ser convencido de que o problema inflacionário atual não será algo duradouro, mas preciso de evidências de que está diminuindo”, declarou. Ele também enfatizou que a meta de inflação de 2% deve ser alcançada em um horizonte de médio prazo.
Além disso, Goolsbee comentou que, caso a política fiscal esteja elevando a inflação, o Fed precisa considerar esse impacto em suas decisões. Para ele, a ideia de que a autoridade monetária deveria reduzir os custos de financiamento do governo federal reforça ainda mais a importância da independência do banco central.
Por fim, ele observou que as estimativas para a taxa neutra de juros não são particularmente úteis para as decisões de política monetária no curto prazo.
---
Continua após a publicidade.