Fachin cobra manifestação de Gonet e Mendonça sobre relatórios da PF
Decisão do presidente do STF destaca indícios de irregularidades e aumenta tensão entre ministros em meio a investigações relevantes.
04/09/2026, 10h34
Atualizado há 18 minutos
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Na manhã desta sexta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tomou uma decisão crucial: ele ordenou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro André Mendonça se manifestem a respeito dos relatórios tornados públicos pelo ministro Alexandre de Moraes na quinta-feira.
Esses documentos, enviados por Moraes a Fachin, contêm informações da Polícia Federal (PF) que indicam possíveis irregularidades na atuação de Mendonça nas investigações conhecidas como Compliance Zero, que apura fraudes ao sistema financeiro, e Sem Desconto, que aborda desvios ilegais de aposentadorias. Moraes destaca, em sua decisão, que existem “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça.
Além disso, o presidente do STF criticou o que chamou de vazamentos seletivos de informações e expressou a expectativa de que Fachin e Gonet liderem uma investigação sobre o caso Master.
Cabe agora ao ministro André Mendonça, que é o relator do caso no STF, decidir se homologa ou não o acordo de delação. Tanto Gonet quanto Mendonça terão cinco dias para apresentar suas considerações sobre o assunto.
Vale ressaltar que a decisão de Fachin também retira o relatório contra Mendonça do inquérito das fake news, unificando os dois casos sob a presidência do STF. Assim, tanto o relatório de Moraes quanto o documento gerado a pedido de Mendonça passarão a tramitar em um único processo, vinculado ao gabinete do presidente da Corte.
A crise no Supremo Tribunal Federal, que já é sem precedentes, aumentou na quinta-feira com o pedido de Moraes para que Mendonça fosse investigado por “indícios de crimes” relacionados à condução de inquéritos sob sua responsabilidade, especialmente no que diz respeito ao escândalo do Master. Esse despacho ocorreu dois dias depois que Mendonça decidiu retirar o sigilo de um relatório da PF, que revelou mensagens de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, direcionadas ao próprio Moraes.
É importante notar que esta é a primeira vez que dois membros do STF trocam acusações publicamente, incluindo decisões processuais que se dirigem um ao outro. Em meio a essa turbulência interna, que aumenta a pressão sobre a Corte, Edson Fachin abriu um procedimento para lidar com a situação e estabeleceu um prazo de cinco dias para que os dois ministros se manifestem.
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Em seu despacho, que foi protocolado no âmbito do Inquérito das Fake News, do qual é relator desde 2019, Moraes enviou a Fachin os relatórios de inteligência da PF, que apontam irregularidades na atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto.
Na última terça-feira, uma decisão de Mendonça tornou público um relatório da PF que revelou mensagens de Vorcaro a Moraes. O conteúdo obtido pelos investigadores mostrou, entre outras coisas, que o banqueiro havia contatado o ministro apenas dois dias antes de sua prisão, questionando-o sobre a possibilidade de deixar o país.
Como resposta, Moraes...