Exposição na CLDF: Lutas Contemporâneas em Foco
A exposição 'O Brasil em fios e pontos' destaca a arte como ferramenta de resistência e reflexão social, com abertura em 1º de junho.
Um projeto colaborativo reúne artistas de todos os 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, trazendo à tona, através de suas obras, as diversas lutas contemporâneas do nosso povo, suas memórias, resistências, sonhos e reivindicações. Essa é a essência da exposição 'O Brasil em fios e pontos: Qual é a sua Bandeira?', promovida pelo Coletivo Linhas da Resistência e Borda Luta. A abertura está marcada para a próxima segunda-feira, dia 1º de junho, às 17h, na Câmara Legislativa.
A iniciativa é fruto do gabinete do deputado Gabriel Magno (PT) e do Conselho Curador de Cultura da CLDF. Os visitantes poderão conferir as obras na Galeria Espelho d’água, na Câmara Legislativa, até o dia 12 de junho, das 9h às 19h. O tema central da exposição destaca a urgência de que o Poder Público se mobilize e atue de maneira eficaz diante das demandas da classe trabalhadora, levando em conta a rica diversidade de pautas e anseios que permeiam a realidade do povo brasileiro.
“Cada bandeira apresentada na exposição é, de certo modo, um convite à reflexão sobre direitos, dignidade, justiça social e participação popular”, afirma o deputado Gabriel Magno.
Por meio da arte têxtil do bordado e de expressões populares, a mostra exibe o trabalho de artistas que transformam linhas, tecidos e cores em poderosas ferramentas de denúncia, memória e esperança. Isso ressalta, na prática, como a arte pode servir como um instrumento vital para a mobilização social e o fortalecimento da cultura popular brasileira.
A curadoria fica a cargo da artesã Marisa Silva, juntamente com os coletivos Fios Cinco em Ponto e Linhas da Gamboa. A exposição viajará por diversas cidades do Brasil, promovendo um diálogo entre arte, cultura e participação popular.
Em Brasília, as artesãs dos coletivos Borda Luta e Linhas da Resistência são responsáveis pela organização da mostra. “Que esta exposição nos incentive a refletir sobre qual bandeira cada um de nós carrega, defende e constrói coletivamente na busca por uma sociedade mais justa, humana e solidária”, conclui Magno.
