Ex-prefeito e ex-secretário da Polícia Civil sob investigação da PF
Márcio Canella e Marcus Amim são alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil, delegado Marcus Amim, estão no centro das atenções na sexta fase da Operação Unha e Carne, iniciada pela Polícia Federal na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O principal objetivo dessa operação é desmantelar uma organização criminosa que, segundo as investigações, está envolvida em lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis.
A Polícia Federal está cumprindo 19 mandados de busca e apreensão em cidades como Niterói e São Gonçalo. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e a suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. Segundo a PF, o esquema apurado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, e os envolvidos podem enfrentar diversas acusações, incluindo a lavagem de dinheiro.
Durante a operação, as autoridades apreenderam armamentos, dinheiro em diferentes moedas e veículos de luxo. A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio instaurou uma investigação disciplinar para analisar a situação. Márcio Canella, que já foi vereador e deputado estadual, deixou o cargo de prefeito em abril, com a intenção de se candidatar novamente nas próximas eleições.
Atualizado há 1 hora
Márcio Canella, preso nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, na 6ª fase da Operação Unha e Carne, passou nesta quarta-feira (8) por audiência de custódia e vai permanecer preso à disposição da Justiça Federal. Canella já foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio. O político era prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense e deixou o cargo para concorrer a uma vaga ao Senado pelo partido União Brasil. Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, após os agentes federais encontrarem no carro do investigado um fuzil, considerado arma de guerra de uso restrito. Na casa do político, foram localizadas ainda outras armas, munições e relógios de luxo. Além do político, foi alvo também de um mandado de busca e apreensão, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Amim. A ação visava desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio como plataforma de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos. O Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à PF indicou que o esquema do grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. “Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, informou, em nota, a PF.