Ex-CEO da KLM vive incidente com power bank em voo
A explosão de um carregador portátil durante o voo KL735 gerou um desvio de emergência e levantou questões sobre segurança na aviação.
Arte editorial automática
O voo KL735 da KLM, que fazia a rota de Amsterdã para Willemstad, em Curaçao, enfrentou uma situação crítica ao ter que realizar um desvio de emergência. O motivo? Um carregador portátil, que pertencia ao ex-CEO da companhia, Camiel Eurlings, explodiu a bordo.
A aeronave, um Boeing 777-300, estava a cerca de 30 mil pés de altitude sobre o Oceano Atlântico Norte na quinta-feira, dia 17 de setembro, quando começou a soltar fumaça. O power bank, conectado à tomada do assento, superaqueceu após aproximadamente duas horas e meia de voo, resultando na explosão que acordou o executivo.
Os comissários de bordo reagiram rapidamente, seguindo os protocolos de segurança da aviação. Eles jogaram água sobre o dispositivo em chamas e o colocaram em um recipiente, uma medida que ajuda a interromper um fenômeno conhecido como fuga térmica, que pode ocorrer quando baterias de íon-lítio são danificadas ou superaquecidas.
Passageiros que estavam a bordo relataram que a rápida ação da tripulação evitou um cenário muito mais grave. Após retornar à Holanda, todos foram transferidos para outra aeronave. No entanto, a explosão deixou marcas visíveis no interior do avião.
Imagens divulgadas mostram sinais de queimados na persiana e na estrutura de uma janela, que ficou danificada pela força da explosão. A KLM confirmou que um homem sofreu queimaduras leves, mas não revelou se a vítima era o ex-CEO, citando questões de privacidade.
É importante notar que, apesar de sua vasta experiência no setor de transportes, Eurlings não seguiu as políticas da companhia. Os passageiros têm permissão para levar apenas duas baterias externas na bagagem de mão, com capacidade individual máxima de 100 Wh. Além disso, os power banks devem sempre estar à vista e não podem ser armazenados nos bagageiros superiores ou recarregados durante o voo.
Vale lembrar que a KLM já havia enfrentado uma situação semelhante em agosto de 2025, quando um voo com destino a São Paulo teve que retornar a Amsterdã devido a um power bank que esquentou e gerou fumaça na cabine. Recentemente, em março deste ano, a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) emitiu diretrizes que estabelecem novas regras para o uso de power banks em aeronaves, e as companhias aéreas brasileiras também adotaram restrições a esses dispositivos. Assim, enquanto o ex-CEO pensou que usar o power bank no avião seria uma boa ideia, a situação se transformou em um grande susto.


