Eurodeputados pedem inclusão dos houthis como terroristas da UE

Parlamento Europeu solicita medidas contra houthis do Iémen após ataques recentes, visando proteger a navegação no Mar Vermelho.

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Na quinta-feira, o Parlamento Europeu tomou uma decisão significativa ao aprovar uma resolução que pede a inclusão dos houthis do Iémen na lista de organizações terroristas da União Europeia. Esse apelo surge em um contexto marcado pela intensificação dos ataques do grupo, que conta com o apoio do Irão, contra a Arábia Saudita nas últimas semanas. Como resultado, o Reino Unido se comprometeu a realizar missões defensivas para proteger a capital saudita, enquanto a UE busca reforçar sua presença naval no Mar Vermelho, com o objetivo de proteger navios comerciais de possíveis agressões.

O texto, que não é vinculativo, foi aprovado por uma ampla maioria dos eurodeputados durante uma votação por mão no ar. Ele solicita o congelamento de todos os fundos e recursos econômicos pertencentes aos houthis e seus facilitadores. Vale destacar que a inclusão na lista de organizações terroristas da UE acarreta restrições financeiras significativas, como o congelamento de contas bancárias e bens detidos em países da UE, além da proibição de cidadãos e empresas da União financiarem o grupo.

A decisão final, no entanto, cabe aos Estados-membros da UE, que precisam aprovar qualquer nova inclusão por unanimidade. A justificativa do Parlamento Europeu para esse pedido é clara: condenar o bloqueio naval imposto pelos houthis à Arábia Saudita e os ataques a infraestruturas energéticas e à navegação comercial no Mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb. Esses atos estão perturbando o tráfego marítimo e elevando os preços da energia na região.

A resolução descreve esses ataques como violações graves do direito internacional, ressaltando que muitos civis iemenitas foram mortos e deslocados, enquanto a crise humanitária no país se intensifica desde os últimos confrontos. O grupo, conhecido formalmente como Ansar Allah, está em guerra com o governo reconhecido internacionalmente do Iémen desde 2014. Em julho, eles lançaram uma ofensiva rápida ao longo da costa do Mar Vermelho, tentando controlar esta via navegável vital, essencial para o transporte global de energia e mercadorias.

Embora uma contraofensiva da coligação liderada pela Arábia Saudita tenha revertido muitos dos avanços dos houthis, o grupo continua a representar uma ameaça para os navios internacionais que cruzam o estreito que conecta a Europa à Ásia. Os houthis afirmaram que garantiriam a passagem segura de todos os navios, exceto aqueles vinculados à Arábia Saudita, enquanto continuam atacando infraestruturas energéticas e aeroportos no reino vizinho.

Além disso, os eurodeputados destacaram a importância da missão naval da UE no Mar Vermelho, conhecida como "Aspides", e pediram aos Estados-membros que disponibilizassem recursos navais e aéreos adicionais. Atualmente, a missão conta com três navios da Itália e da Grécia, e a Bélgica e os Países Baixos se comprometeram a enviar mais dois. A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, enfatizou que, para atender às demandas, pelo menos 10 navios são necessários.

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