EUA Reforçam Compromisso no Indo-Pacífico com Tom Conciliador
No Diálogo Shangri-La, Hegseth destaca segurança regional e busca de estabilidade nas relações com a China.

Neste sábado, 30 de maio de 2026, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez uma importante declaração sobre o compromisso de Washington com a segurança do Indo-Pacífico. Ele enfatizou a necessidade de manter um equilíbrio de poder favorável na região, embora tenha adotado um tom um pouco mais moderado em relação à China durante o Diálogo Shangri-La, que está acontecendo em Cingapura. É interessante notar que esse discurso veio duas semanas após um encontro significativo entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.
Hegseth, que estava presente na visita, destacou que os dois líderes concordaram em buscar uma relação de estabilidade estratégica, fundamentada na reciprocidade e na busca de acordos sempre que seus interesses se alinhassem. No entanto, a prioridade dos Estados Unidos permanece em impedir que Pequim se torne dominante no Indo-Pacífico. Ele expressou preocupações justificadas sobre o crescente fortalecimento militar da China e suas atividades expandidas na região.
Essas declarações contrastam um pouco com as que Hegseth fez na edição anterior do fórum, onde ele havia alertado que a China não apenas estava aumentando sua capacidade militar para tomar Taiwan, mas também treinando ativamente para esse fim, todos os dias. Horas após o discurso, o major-general chinês Meng Xiangqing elogiou os resultados da reunião entre Xi e Trump, afirmando que o entendimento alcançado deve guiar as relações bilaterais nos próximos anos.
Além disso, Hegseth reiterou que a política dos EUA em relação a Taiwan, que é reivindicada por Pequim, permanece inalterada. Quando questionado sobre um possível pacote de venda de armas de 14 bilhões de dólares para Taipé, que ainda precisa da aprovação de Trump, ele se limitou a afirmar que a decisão final caberá ao presidente.


