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EUA: Itamaraty Revela Empresas Afetadas por Tarifas Brasileiras
Identificação de 43 empresas dos EUA que se opõem a tarifas sobre produtos brasileiros destaca tensões comerciais e seus impactos na economia.
Jornal Nacional/ Reprodução
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil fez uma descoberta importante ao identificar 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos que se manifestam contra a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. Essa investigação, que teve início durante o governo Trump, revela um cenário de tensão. Essas entidades argumentam que não há alternativas locais viáveis para esses produtos e que a aplicação das tarifas resultaria em um aumento nos custos para os consumidores e indústrias nos Estados Unidos.
Na prática, o governo brasileiro, por meio de um documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, contestou as alegações feitas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O USTR alega que o Brasil está adotando práticas prejudiciais ao comércio. É relevante destacar que a proposta de uma tarifa adicional de 25% ainda não foi implementada e está pendente de audiências públicas.
Representantes de diversos setores estiveram presentes nessas audiências, enfatizando como a aplicação de novas tarifas poderia afetar tanto a economia americana quanto a competitividade das exportações brasileiras. Além disso, um dado que merece atenção: a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2%, o que representa o menor nível já registrado. Para completar, as importações brasileiras provenientes dos EUA também sofreram uma queda de 11% no mesmo período.
A expectativa, portanto, é que a implementação dessas tarifas seja cuidadosamente calibrada, buscando minimizar os impactos negativos na economia americana. Essa situação requer uma análise profunda e cuidadosa, considerando as repercussões que podem afetar ambos os lados.
Atualizado há 10 horas
Em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que essa foi a quinta reunião entre autoridades dos dois países desde 7 de maio, quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump decidiram criar um grupo de trabalho voltado ao diálogo comercial. No comunicado, o Mdic destacou que o governo brasileiro reiterou que as recomendações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não têm fundamento técnico e não justificam a adoção de novas barreiras comerciais. As críticas envolvem tanto a proposta de sobretaxa de 25% específica para produtos brasileiros quanto a tarifa adicional de 12,5% relacionada à investigação sobre trabalho forçado, aplicável também a outras 59 economias. O prazo para a conclusão da investigação e o anúncio da decisão termina nesta quarta-feira (15), quando o governo dos Estados Unidos também deverá divulgar a lista definitiva dos produtos que poderão ser atingidos pelas sobretaxas. Entre os bens citados nas recomendações preliminares estão aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais.