EUA e Equador intensificam operações contra narcotráfico
Operações militares em colaboração com os EUA visam combater cartéis no Equador, reforçando a luta contra o narcotráfico na região.
Data de publicação original: 21/08/2026, 14:00. O Ministério da Defesa do Equador confirmou, nesta sexta-feira (21), que está realizando operações militares contra cartéis do narcotráfico em colaboração com agentes dos Estados Unidos. Essa informação foi divulgada por meio de um vídeo postado pela pasta na rede social X.
Essas ações fazem parte da Coalizão das Américas Contra os Cartéis, uma iniciativa que conta com a liderança do presidente norte-americano Donald Trump e reúne 18 países da América Latina e do Caribe em uma luta coletiva contra o crime organizado transnacional.
No vídeo, o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, menciona que o comandante Francis L. Donovan, que comanda as forças do Comando Sul dos EUA, visitou o Equador e trouxe consigo dois navios de guerra, lanchas interceptadoras e um helicóptero. Esses recursos visam reforçar as operações nas rotas utilizadas pelo crime organizado.
Além disso, Trump também anunciou a permissão para a importação de carne moída “sem tarifa fora da cota”. Esse assunto, embora esteja sendo discutido na Justiça, é defendido pelo governo Trump como um projeto que já avançou muito para ser interrompido.
Loffredo ressalta: “A aliança agora se traduz em capacidades que chegam ao mar para enfrentar o narcotráfico. Isso significa que vamos triplicar nossa capacidade de interdição no mar.” Essa declaração sublinha a determinação do governo equatoriano em intensificar a luta contra o tráfico de drogas.
Essa operação surge após o governo dos EUA ter imposto sanções a 15 pessoas que supostamente fazem parte de uma rede de tráfico responsável por enviar cocaína do Equador para os Estados Unidos. O Departamento do Tesouro dos EUA identificou laços desses indivíduos com os cartéis Los Choneros e Los Lobos, que atuam no Equador.
Ainda este mês, os Estados Unidos anunciaram que suas Forças Armadas participariam de exercícios militares em conjunto com 18 países, incluindo o Brasil. Embora o comunicado tenha mencionado que parte da operação ocorreria em colaboração com o Brasil, é importante notar que o país não é membro da aliança.
A operação visa “sincronizar” as capacidades militares e manter uma pressão contínua sobre as redes que representam uma ameaça à segurança coletiva, como foi destacado em um comunicado do Comando do Sul.