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EUA Decidem Tarifas sobre Produtos Brasileiros: Expectativa Alta
Na quarta-feira, 15 de julho, os EUA anunciarão tarifas que podem impactar severamente as exportações brasileiras, gerando reações do governo Lula.
Jornal Nacional/ Reprodução
O governo federal brasileiro aguarda ansiosamente a decisão dos Estados Unidos sobre a implementação de novas tarifas, que podem chegar a 25% sobre produtos do Brasil. Essa definição, marcada para quarta-feira, 15 de julho, gera grande expectativa, especialmente após declarações que indicam a falta de consenso em um acordo comercial entre os dois países.
A equipe do presidente Lula se prepara para argumentar que essa nova taxação seria 'inaceitável'. Em meio a esse clima de incerteza, o senador Flávio Bolsonaro sugeriu que os EUA considerassem adiar a aplicação das tarifas até após as eleições brasileiras.
O governo brasileiro permanece atento ao desdobramento da decisão sobre as tarifas de 25% e 12,5%, que impactariam diretamente as exportações do Brasil, para calibrar sua resposta ao governo de Donald Trump. O prazo para a Casa Branca decidir sobre este assunto se encerra na próxima quarta-feira.
No início de junho, Trump havia proposto tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, após uma investigação que abordou questões como desmatamento ilegal e pirataria, além do sistema de pagamentos PIX. No dia seguinte, foram anunciadas taxas adicionais de 12,5% para 60 países, incluindo o Brasil, com base em falhas no combate ao trabalho forçado.
A equipe do presidente Lula acredita que a confirmação das tarifas é a possibilidade mais realista diante do atual cenário. Essa expectativa foi reforçada por declarações de Jamieson Greer, representante do Departamento de Comércio dos EUA, que indicou que ainda há um longo caminho até um acordo.
No entanto, negociadores brasileiros estão avaliando a possibilidade de que o Departamento de Estado dos EUA inclua um anexo modificado na decisão sobre os 25%, ampliando a lista de exceções.
Esses cenários foram discutidos em uma reunião no Palácio do Planalto, na última sexta-feira, 10 de julho, com o presidente Lula e os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa. Lula destacou a importância de manter as negociações até o último momento, mas reafirmou que as tarifas não têm justificativa.
Vale mencionar que empresas americanas que dependem de importações do Brasil começaram a pressionar Washington para que certos produtos brasileiros sejam excluídos da lista de sobretaxas. O Ministério das Relações Exteriores identificou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem a exclusão desses produtos da taxação.
Se a taxação for confirmada, interlocutores do presidente Lula afirmam que o governo brasileiro deverá expressar oficialmente sua 'indignação' em relação à decisão da Casa Branca, seguindo a linha dos discursos públicos do presidente e das respostas oficiais do Ministério das Relações Exteriores, que argumenta que 'a estrutura tarifária aplicada pelo Brasil já é altamente favorável às exportações norte-americanas'.
Atualizado há 8 horas
O governo Lula classificou como 'marco lastimável' a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada na quarta-feira (15). A medida unilateral entra em vigor no dia 22 de julho, excluindo da taxação produtos como carne bovina, carne de frango, café e laranja. O comunicado oficial brasileiro repudiou o tarifaço e defendeu o PIX, as regulações de plataformas digitais e as ações de combate ao desmatamento. O Brasil informou que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade no Congresso Nacional e recorrerá à Organização Mundial do Comércio. A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR, órgão responsável por formular a política comercial dos EUA, que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Esse mecanismo permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.
