Estudantes Reassumem Papel Central Durante Eleições Cruciais

Estudantes Reassumem Papel Central Durante Eleições Cruciais

Mobilização estudantil cresce em todo o Brasil, refletindo preocupações com a democracia e a educação pública às vésperas do segundo turno das eleições.

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© Rodrigo Matos/UNE

A inquietação sobre o futuro do Brasil e os riscos às instituições democráticas têm levado o movimento estudantil a retomar as ruas, especialmente agora, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Milhares de estudantes têm se mobilizado em várias cidades, defendendo a democracia e a educação pública, além de expressar suas opiniões sobre os candidatos e suas propostas.

Em uma conversa com a Agência Brasil, Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), ressaltou a importância do papel dos universitários e secundaristas nos atos que estão acontecendo em todo o país. Ela também fez uma reflexão sobre a rica trajetória dos estudantes brasileiros em momentos cruciais da política nacional, lembrando a luta contra a ditadura militar, as mobilizações por eleições diretas, o impeachment de Fernando Collor e a resistência ao governo de Jair Bolsonaro.

Bianca observou que, neste contexto, não se trata apenas de uma eleição, mas sim do futuro do Brasil que está em jogo. “Temos o risco da ascensão de um governo autoritário, que se opõe à educação e representa um retrocesso significativo”, alertou.

Além disso, a presidente da UNE destacou os desafios reais que as universidades públicas enfrentam, como a falta de financiamento, a necessidade de aumentar a assistência estudantil e garantir que alunos de baixa renda consigam continuar seus estudos.

Ela relacionou a defesa da democracia à valorização das universidades públicas e à melhoria das condições de vida da juventude e dos trabalhadores.

É fundamental, segundo ela, que a organização estudantil permaneça ativa mesmo após as eleições. “A participação coletiva é essencial para transformar reivindicações em direitos”, enfatizou.

“Os estudantes estão se mobilizando por seus direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante de uma ameaça real. Essa é a essência do movimento estudantil no Brasil, desde a fundação da UNE”, acrescentou.

Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou um pedido da campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) que buscava proibir publicações nas redes sociais de 54 dirigentes de sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis, TSE Rejeita Pedido de Flávio Bolsonaro Contra Sindicatos incluindo a UNE.

Para aqueles interessados em entender melhor as propostas dos candidatos à presidência para a educação, vale a pena conferir os detalhes.

Bianca Borges, estudante de Letras no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), tem 25 anos e cresceu em Praia Grande, após nascer em Itapevi. Ela assume a presidência da UNE com um mandato que se estende de 2025 a 2027.

Sua jornada no movimento estudantil começou aos 14 anos, na Escola Técnica Estadual (Etec) de Praia Grande, onde foi representante de sala e ajudou a fundar um grêmio com seus colegas.

Formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde ingressou em 2017, Bianca também foi coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP e diretora-geral do Centro Acadêmico XI de Agosto. Além disso, também presidiu a União Estadual dos Estudantes de São Paulo.

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