Escolas de Goiás na Final do Prêmio Nacional de Projetos Ambientais
Duas instituições goianas se destacam na 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil, promovendo soluções sustentáveis e inovação social.

Duas escolas da rede pública estadual de Goiás se destacam ao serem selecionadas entre as dez finalistas da 13ª edição do Solve for Tomorrow Brasil 2026. Essa competição, promovida mundialmente pela Samsung, tem como objetivo incentivar tanto alunos quanto professores a criarem soluções inovadoras para problemas enfrentados em suas comunidades.
Os projetos que chegaram à final foram desenvolvidos no Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) Dom Cândido Penso, localizado em Aruanã, e no Cepi Dom Veloso, em Itumbiara. Ambas as iniciativas buscam alternativas sustentáveis para questões ambientais, promovendo o protagonismo juvenil, o pensamento crítico e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.
Em Aruanã, o Projeto EcoRibeirinho: Monitoramento de IoT da Qualidade da Água e Pesca Sustentável traz uma proposta interessante: a construção de uma boia solar que permitirá monitorar a qualidade da água dos rios Araguaia e Vermelho. Com sensores que analisam aspectos como pH, temperatura, turbidez e oxigênio dissolvido, essa tecnologia visa identificar mudanças ambientais e, assim, contribuir para a preservação dos ecossistemas aquáticos.
Sob a orientação dos professores Flaviane Borges Teixeira Medrado e Joannes de Souza Medrado, os estudantes Emanuel Borges Medrado, Pedro Kaio da Silva e Maria Júlia Florêncio Vieira se dedicaram à criação de um protótipo que, utilizando sensores, transmite dados via rádio, sem precisar de conexão à Internet. A proposta inclui alertas por meio de aplicativos de mensagens, que serão enviados sempre que forem detectadas alterações preocupantes na água, beneficiando não apenas pescadores e piscicultores, mas também o poder público.
Vale ressaltar que, antes de ser um dos dez selecionados para a fase final do Solve for Tomorrow, o projeto já havia conquistado um prêmio em uma feira de Ciências, o que garantiu aos alunos bolsas de Iniciação Científica do CNPq.
Já em Itumbiara, o Projeto Sorgonex: Manejo Sustentável da Tiririca com Extrato Alelopático de Sorgo tem como meta desenvolver um bioherbicida acessível a partir das raízes do sorgo. A proposta busca inibir a brotação de uma espécie invasora de capim que prejudica jardins e plantações, apresentando uma alternativa aos herbicidas sintéticos e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.
Orientada pela professora Ayanda Ferreira Nascimento Lima, com a colaboração do professor Arnaldo Ferreira Marques, a pesquisa envolve extrações alcoólicas e experimentos em laboratório para avaliar a eficácia do extrato de sorgo no controle da tiririca.
O trabalho é especialmente voltado para beneficiar pequenos produtores rurais. Para a professora Ayanda, a chegada à final do prêmio, pelo segundo ano consecutivo, é um sinal do reconhecimento do esforço científico realizado na escola e reforça a relevância da iniciação científica na formação dos jovens.
“Essa conquista destaca ainda mais o potencial da rede estadual de ensino, com ênfase na produção científica, na inovação e na transformação social”, conclui ela.

