Escassez de água na Hungria: lagos secos e crise ambiental
O intenso calor e a má gestão hídrica resultam em níveis alarmantes de água no lago Velence e em outras regiões da Hungria.
Os pássaros, em busca de alimento, agora vagueiam pelo leito seco do lago Velence. Na praia de Gárdony, a água quase desapareceu por completo. O calor intenso, que já dura vários dias, combinado a uma gestão da água considerada ineficaz, fez com que o nível do lago caísse para um mínimo histórico de apenas 49 centímetros. Horányi Tibor, um engenheiro agrônomo, aponta que essa catástrofe ecológica é fruto das mudanças climáticas e da falta de ação por parte do governo.
Recentemente, o novo ministro do Ambiente, Gajdos László, prometeu que um plano abrangente para revitalizar o lago está a caminho.
Na prática, a seca é um problema que se estende por todo o país, levando a restrições no consumo de água em diversos condados. Em Szada, por exemplo, a escassez foi atenuada com o uso de caminhões-cisterna e um espírito de ajuda mútua entre os moradores.
Além disso, o crescimento populacional em Budapeste, somado à diminuição dos níveis de água nos poços, apenas agrava a situação, tornando evidente a necessidade de investimentos substanciais em infraestrutura. Essa seca não impacta apenas a agricultura; ela também ameaça a subsistência dos criadores de gado, que enfrentam desafios crescentes.


