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Entenda os Votos em Branco e Nulos nas Eleições de 2026
Descubra a diferença entre votos brancos e nulos e seu impacto nas eleições de 2026, além de como esses votos refletem a opinião do eleitor.
Tribunal Superior Eleitoral/TSE
Por Carolina Freitas, g1 — São Paulo
07/09/2026, 00h00
Atualizado em 07/09/2026
O g1 apresenta uma série de 50 vídeos que exploram temas relevantes das eleições de 2026. Neste episódio, o foco é a diferença e o impacto dos votos brancos e nulos.
O voto em branco é registrado quando o eleitor aperta a tecla correspondente, enquanto o voto nulo ocorre quando alguém digita um número que não corresponde a nenhum candidato ou partido.
É importante notar que, para a Justiça Eleitoral, apenas os votos válidos contam na hora de definir o resultado das eleições. Portanto, tanto os votos brancos quanto os nulos não são levados em consideração para nenhum candidato que esteja na disputa.
Mas qual é a real diferença entre esses dois tipos de voto?
Ao votar, o eleitor se depara com a urna eletrônica, que possui, além do teclado numérico, três teclas coloridas: a verde, que serve para confirmar o voto; a laranja, utilizada para corrigir; e a branca, que permite registrar um voto em branco.
📍 Nessa série de 50 vídeos, o g1 detalha os principais temas das eleições de 2026. Os conteúdos não só mostram como funcionam as pesquisas, mas também explicam o papel dos cargos em disputa e o funcionamento do Congresso, além de oferecer orientações práticas para o ato de votar. A série também discute como as novas tecnologias, como inteligência artificial, deepfakes e influenciadores, estão impactando as campanhas.
A tecla branca foi criada para permitir que o eleitor registre a escolha de não apoiar nenhum dos candidatos disponíveis. No entanto, é crucial entender que votar em branco não equivale a anular o voto.
Vamos esclarecer o que significa cada um desses tipos de voto.
Antes da introdução das urnas eletrônicas, a votação era realizada com cédulas de papel. O voto em branco acontecia quando o eleitor simplesmente deixava a cédula sem marcar nenhuma opção. Com a implementação da urna eletrônica, o papel em branco foi substituído pela tecla branca. Para votar em branco, o eleitor só precisa apertar a tecla correspondente e, em seguida, confirmar com a tecla verde.
Por outro lado, o voto nulo é registrado quando o eleitor digita um número que não corresponde a nenhum candidato ou partido e confirma essa escolha. Nos tempos das cédulas de papel, havia a possibilidade de anular o voto escrevendo o nome de alguém que não estivesse concorrendo. Essa prática gerou episódios curiosos na história das eleições brasileiras.
Lá nos anos 1950, por exemplo, o rinoceronte Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos em São Paulo. Já na década de 1980, o macaco Tião se destacou nas urnas do Rio de Janeiro. Embora tenham obtido uma votação significativa, nenhum dos dois conseguiu assumir qualquer cargo político. Os votos foram considerados nulos e, portanto, não contaram para o resultado eleitoral.
Para que a Justiça Eleitoral defina o resultado da eleição, ela leva em conta apenas os votos válidos — ou seja, aqueles dados a candidatos ou partidos devidamente registrados para aquela disputa. Assim, se um eleitor vota em branco ou anula seu voto, essa escolha não conta para nenhum candidato. Embora esses votos não alterem quem será eleito, eles servem para ilustrar o comportamento de uma parte do eleitorado durante a eleição.
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