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Entenda a escolha de suplentes ao votar para senador
Saiba como a eleição de senadores envolve a escolha de dois suplentes e o impacto dessa prática na política brasileira desde 2019.
Pedro França/Agência Senado
Por Elisa Clavery, GloboNews — Brasília
29/08/2026 00h01 Atualizado 29/08/2026
Por que o voto para senador inclui mais dois nomes?
Ao votar em um senador, você também escolhe automaticamente dois suplentes, que podem assumir o cargo em casos de necessidade. Desde 2019, 42 suplentes já ocuparam a função de senador, gerando críticas sobre o formato atual de escolha.
Atualmente, 10 desses suplentes estão em exercício; seis deles assumiram de forma definitiva após o falecimento ou renúncia do senador titular. Essa alta rotatividade levanta preocupações entre especialistas que questionam o modelo atual de designação para quem substitui um senador em caso de afastamento.
No sistema vigente, cada senador titular conta com dois suplentes, eleitos automaticamente em uma chapa fechada. Muitas vezes, o eleitor desconhece os outros dois nomes que fazem parte dessa chapa, o que pode impactar a decisão de voto.
Essas informações foram obtidas pelo Senado Federal a pedido da GloboNews e consideram as trocas desde 2019, quando dois terços dos senadores tomaram posse. O mandato do senador é de oito anos.
A regra para a eleição de senadores difere daquela utilizada para eleger deputados, que adotam o sistema proporcional de votação. Na Câmara dos Deputados, a vaga pertence ao partido, o que significa que o deputado não possui um suplente fixo. Se precisar se afastar, a cadeira será ocupada pelo candidato do mesmo partido e estado que obteve mais votos, mas não foi eleito.
Segundo a Constituição Federal, um suplente pode assumir apenas se o titular se licenciar por mais de 120 dias. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o senador assume uma pasta ministerial. No início do governo Lula, cinco senadores precisaram deixar o Senado para ocupar cargos na Esplanada.
Além disso, o suplente pode assumir caso o senador titular decida concorrer a outro cargo. Recentemente, Eduardo Girão (Novo-CE) se licenciou para ser vice na chapa presidencial com Romeu Zema (Novo), permitindo que o Sargento Reginauro (PSDB-CE) assumisse seu lugar.
É comum que, em troca de apoio, o candidato