Empresas se Unem para Fortalecer Cadeias Produtivas Locais
Fórum Encadear destaca a colaboração entre grandes e pequenos negócios para impulsionar economias locais e fortalecer cadeias produtivas.
Reprodução Redes Sociais
Experiências que envolvem tanto grandes empresas quanto pequenos negócios marcaram o segundo dia do Fórum Encadear, que está acontecendo sob a organização do Sebrae nesta quinta-feira, 15 de outubro. Os casos da Suzano e da Dengo Chocolates, juntamente com iniciativas de diferentes estados, foram apresentados para ilustrar como esses players têm conseguido aproximar fornecedores locais dos investimentos robustos e, assim, garantir que uma parte maior da renda gerada circule nas comunidades.
A troca de experiências é um dos pilares do Encadear, um projeto nacional do Sebrae que busca conectar médias e grandes empresas a pequenos negócios, fortalecendo a participação destes últimos nas cadeias de valor.
Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae Nacional, que esteve presente no evento, destacou como a vivência acumulada pelas empresas pode ajudar a compreender que as relações nas cadeias de valor podem ter impactos distintos, dependendo do setor e da economia local.
“Quando uma grande empresa se estabelece em uma região, uma cadeia de oportunidades se forma a partir desse investimento. O desafio é entender a dinâmica e as vocações de cada território e setor, identificando quais negócios podem se inserir nesse contexto e o que precisa ser desenvolvido para alavancar esse movimento”, explicou Quick.
O Impacto da Celulose Além da Fábrica
Um exemplo claro dessa dinâmica pode ser visto em Mato Grosso do Sul, onde a expansão da indústria de celulose tem gerado discussões relevantes. Tradicionalmente associado à pecuária e à soja, o estado agora recebe investimentos bilionários do setor, muitos deles direcionados a municípios menores. O impacto, no entanto, vai além dos fornecedores que estão diretamente ligados à produção.
Durante a construção de uma nova fábrica, um grande número de trabalhadores pode se deslocar para a cidade rapidamente. E, quando a operação começa, enquanto alguns vão embora, outros profissionais e suas famílias podem optar por ficar ou se mudar para a região. Isso altera não apenas a quantidade de moradores, mas também o consumo e os serviços solicitados.
Sandra Amarilha, diretora técnica do Sebrae MS, vê uma oportunidade para os pequenos negócios nesse novo cenário. Para ela, o primeiro passo é compreender o que a região já faz bem e como essas atividades podem se adaptar à nova dinâmica econômica.
“Precisamos nos apaixonar pelo território, entender suas necessidades e oferecer o que temos de melhor”, afirma Sandra.
Isso nos leva a perceber que o impacto de uma indústria não se limita apenas aos seus fornecedores diretos. Em alguns municípios, as oportunidades podem surgir no comércio ou em serviços, enquanto em outros, podem ser encontradas na valorização de atividades que já existiam antes do investimento. Sandra menciona o trabalho com artesãos como um exemplo de como é possível agregar valor e aplicar design, em vez de tentar encaixar todos os pequenos negócios na cadeia industrial.
André Brito, gerente executivo de Relações Corporativas da Suzano, compartilhou que a empresa adota uma visão de longo prazo para as regiões em que atua.
