Empresas pedem urgência do STF sobre crise institucional
CNI, Fiesp e outras entidades clamam por sessão pública do STF para discutir crise atual e garantir transparência nas decisões.
Por Redação g1 — São Paulo
09/09/2026 07h36 Atualizado 09/09/2026
Entidades do setor empresarial estão pedindo uma avaliação urgente e em sessão pública do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os eventos que cercam a crise atual na Corte. Assinam o manifesto organizações como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC). O tom do documento é claro: a resposta deve vir "sem subterfúgios e sem corporativismo".
As entidades ressaltam que a legitimidade do STF está atrelada à sua imparcialidade e transparência. Curiosamente, o texto não menciona nomes de ministros ou episódios específicos que possam ter contribuído para essa crise.
Em uma declaração à parte, Ricardo Alban, presidente da CNI, expressa sua preocupação com as crises recorrentes em Brasília, que, segundo ele, ameaçam a integridade das instituições. Alban enfatiza a importância de que questões políticas, eleitorais e institucionais não impeçam o progresso, defendendo um direito de defesa amplo e efetivo.
Manifesto cobra respostas sobre crise no STF
Nesta quarta-feira (9), diversas entidades empresariais tornaram público um manifesto que exige que o Supremo Tribunal Federal (STF) trate, com urgência e em sessão aberta, dos fatos que envolvem a crise na Corte. As signatárias incluem a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
No documento, intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, essas entidades afirmam que o país enfrenta uma “stf-e-alerta-sobre-crise-institucional" class="keyword-link" data-keyword="crise institucional">crise institucional de extrema gravidade”, atribuindo ao Supremo um papel central nesse contexto. Embora não cite ministros ou episódios específicos, o texto defende que a Corte deve prestar contas à sociedade. É ressaltado que a perda de legitimidade de um tribunal pode minar a segurança jurídica, a confiança nas instituições e, por fim, a paz social.
O manifesto afirma que a autoridade de um tribunal depende de sua imparcialidade e transparência, além do exemplo que seus membros devem proporcionar. Além das sete entidades mencionadas, o manifesto também conta com o apoio de associações, federações e sindicatos de diversos setores e regiões do país, totalizando 2.764 adesões.
Ao final, o documento convoca a sociedade a se manifestar, reafirmando que "ninguém está acima da lei". O manifesto foi divulgado em uma página da internet e em jornais impressos nesta quarta-feira.
Em um posicionamento separado, Ricardo Alban, presidente da CNI, alerta que as crises recorrentes em Brasília colocam as instituições sob ameaça e demandam uma resposta “vigorosa”, justa e responsável. Intitulado “Não vamos desistir do Brasil”, seu texto apela ao bom senso das autoridades e destaca que a confiança da população nos Poderes públicos é um dos pilares da democracia.
Alban defende que as discussões sejam abertas, públicas e transparentes, permitindo espaço para esclarecimentos. Ele também solicita que as decisões levem em conta os impactos sobre a competitividade, produtividade e geração de empregos. Por fim, Alban convoca os poderes públicos, empresários e trabalhadores a buscarem um consenso em torno de temas cruciais, como metas fiscais e políticas econômicas que possam assegurar investimentos e promover o crescimento.