Eleições na Sérvia: Observadores Húngaros Garantem Integridade

A atuação de observadores húngaros nas eleições da Sérvia promoveu uma vitória da oposição e reforçou a luta por um processo eleitoral justo.

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Eleições na Sérvia: Observadores Húngaros Garantem Integridade
Reprodução Redes Sociais

Na Sérvia, no último domingo, a oposição democrática conquistou uma vitória expressiva, um triunfo que, sem dúvida, foi impulsionado pela atuação de observadores dedicados a garantir a integridade do processo eleitoral. Pela primeira vez, equipes de vigilância, compostas por estudantes universitários e ativistas da oposição, percorreram o país com o intuito de expor práticas de transporte organizado de eleitores e compra de votos. O presidente Aleksandar Vučić, que está no poder há 12 anos, não recuou diante dessas táticas.

Alex, um jovem ativista que se uniu ao movimento, compartilhou sua motivação: “Sou estudante e já protesto contra o governo há dois anos. Quis fazer a minha parte para que essas eleições fossem justas.” Suas palavras refletem o sentimento de muitos que desejam ver uma mudança real.

Na Voivodina, região próxima à fronteira com a Hungria, os membros da comunidade de ação DE! também se juntaram a essa missão. Conhecidos pelo impactante documentário “O preço do voto”, eles já haviam mobilizado 3.000 observadores durante as eleições de abril, fiscalizando as assembleias de voto. Desta vez, um grupo de 90 observadores, todos identificados por coletes azuis, percorreu a Voivodina em 12 equipes, acompanhados de intérpretes de sérvio. Tímár Áron, um dos responsáveis pela organização, relatou que, apesar de algumas ameaças e até uma situação em que um observador quase foi agredido, conseguiram evitar problemas mais sérios.

“De um modo geral, a situação é calma. Se notamos alguma fraude, entramos na assembleia de voto e conversamos com os membros e o presidente da comissão de contagem. Normalmente, eles ficam satisfeitos com a nossa presença”, explicou Tímár.

A localidade de Csantavér foi onde se registrou o maior número de denúncias de irregularidades. Um dos voluntários contou que o líder local, conhecido como vajda, é quem organiza a compra de votos. Ele espera as pessoas na frente da assembleia; elas entram em seu carro, sentam-se ao lado dele e, poucos metros depois, saem. A presença dos observadores deixou o vajda visivelmente irritado.

Após receber o suborno, muitos eleitores costumam gastar o dinheiro rapidamente na mercearia da esquina. Por isso, Tímár conversou também com o dono da loja, alertando-o de que a compra de votos é um crime que não deve ser apoiado. No entanto, ele ressaltou que, nas aldeias mais pobres, é um desafio afastar esses golpistas, conforme relatou um dos ativistas.

Embora seja difícil precisar quantos votos são afetados pela presença dos observadores, fontes locais indicam que, em regiões mais carentes, entre 10% e 20% dos eleitores podem ser influenciados financeiramente. Curiosamente, a simples presença das câmeras pode fazer com que muitos se contenham, pois não querem ser identificados como responsáveis por fraudes eleitorais. É um reflexo do poder da vigilância e da determinação de uma nova geração que luta por um futuro mais justo.

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