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Eleições 2026: Urna eletrônica permanece sem mudanças significativas
Boatos sobre novo modelo de urna eletrônica para as eleições de 2026 são desmentidos pelo TSE, garantindo a continuidade do sistema atual.
1 de 3 TSE não adotará nova urna para 2026 — Foto: g1
Data de publicação original: 12/08/2026, 12:00
Recentemente, as redes sociais foram inundadas com rumores sobre a adoção de um novo modelo de urna eletrônica pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026. Entretanto, é bom esclarecer: isso é #FAKE.
A informação vem diretamente da própria Corte eleitoral, que assegura que tanto as urnas antigas quanto as mais novas possuem características técnicas semelhantes. Na verdade, a única mudança significativa está no desenvolvimento da UE2028, um novo modelo de urna que será adquirido e utilizado nas eleições municipais de 2028. Um edital está em aberto, permitindo que empresas e fabricantes apresentem suas propostas.
No dia 1º de agosto, o TSE divulgou uma nota em seu site oficial, informando sobre os modelos de urnas que estarão em uso nas Eleições Gerais de 2026. O que ficou claro nesse comunicado é que a auditoria dos equipamentos não é algo novo. De acordo com a Lei das Eleições (Lei n.º 9.504/1997), a disponibilização do código das urnas para inspeção pública é uma exigência expressa.
Em um comunicado posterior, datado de 14 de abril de 2026, o TSE enfatizou que os códigos-fonte dos sistemas eleitorais permanecerão abertos para inspeções. Entre os órgãos autorizados a participar dessa fiscalização, estão partidos políticos, federações e coligações, além de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Polícia Federal (PF), e o Ministério Público, entre outros.
É interessante notar que a presença de observadores internacionais já faz parte do nosso processo eleitoral desde 2018, com a criação das Missões de Observação Eleitoral (MOEs). Na última eleição, em 2022, mais de 100 observadores estrangeiros estiveram presentes, um número recorde até agora.
Para as próximas eleições, o TSE já credenciou representantes de várias regiões do mundo. Entre eles, estão autoridades da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia (UE), e da Rede dos Organismos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP).
Em resumo, as urnas continuarão a ser as mesmas que já conhecemos, e as diretrizes de fiscalização e auditoria permanecem robustas e transparentes.