Neste ano, doze das treze candidaturas à Presidência apresentam uma característica notável: tanto o presidente quanto o vice pertencem ao mesmo partido. A única exceção é a chapa formada por Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), que se destaca como a única coligação partidária. Os demais candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), optaram por vices de outras siglas.
Panorama Atual das Candidaturas
O panorama atual é curioso, especialmente quando olhamos para o passado. Antes de 2026, a maior quantidade de chapas puramente partidárias havia sido registrada em 2014, quando dez das onze candidaturas eram compostas por integrantes da mesma sigla. Especialistas que conversaram com o g1 apontam que vários fatores influenciam essa realidade, incluindo a prioridade que os partidos têm dado às eleições para o Congresso, a postura neutra adotada por grandes siglas e a fragmentação das candidaturas de direita.
Um Marco na História das Eleições
A eleição presidencial de 2026, portanto, se configura como um marco. Com 92% das chapas formadas por presidente e vice do mesmo partido, este é o maior percentual desde a redemocratização. Das treze candidaturas já confirmadas nas convenções partidárias, apenas a de Lula e Alckmin foge desse padrão. O primeiro turno está agendado para 4 de outubro.
Recordes e Comparações Históricas
Lembrando um pouco da história, na primeira eleição após a ditadura militar, 19 das 22 chapas (ou seja, 83%) eram compostas por candidatos do mesmo partido. E como já mencionado, em 2014, dez das onze candidaturas também se mantiveram dentro dessa lógica, com a única chapa coligada sendo a de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).
Análise dos Cientistas Políticos
Por outro lado, o cenário em 2002 foi diferente: apenas três dos seis candidatos a presidente tinham vices do mesmo partido. Os cientistas políticos que analisam a situação atual notam que a eleição de 2026 reflete uma série de decisões estratégicas. Os partidos estão focando em formar bancadas fortes na Câmara dos Deputados, alguns decidiram manter uma neutralidade na disputa presidencial e, em contraste com a unidade no campo do PT, a direita parece mais fragmentada. O ponto aqui é que essa divisão pode ter um impacto significativo nas próximas etapas da eleição.