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Eleições 2026: Apoio do Agronegócio a Lula e Flávio Bolsonaro
Entenda como o agronegócio influencia as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro e suas propostas para o setor em 2026.
Vittor Sales / Ricardo Stuckert
Por Letícia Brito Silva, g1 — São Paulo
24/10/2026 05h29 Atualizado 24/10/2026
Os dados parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026 têm atraído a atenção de pessoas ligadas ao agronegócio, que se destacam como as maiores doadoras individuais. Quando se fala em propostas para o setor, Lula planeja fortalecer o crédito rural e dar suporte à agroecologia. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro, entre outras estratégias, pretende ampliar a conectividade e acelerar a regularização fundiária das propriedades.
As entidades do agronegócio já expressaram suas expectativas em relação ao futuro presidente da República. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende um controle mais rigoroso dos gastos públicos, com o objetivo de reduzir os juros que atualmente dificultam a vida dos produtores. Ao mesmo tempo, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) sugere uma agenda voltada para atrair investimentos privados e acelerar a transição tecnológica no setor.
Quando analisamos a prestação de contas, ainda em fase parcial, das campanhas no TSE, notamos que os maiores doadores individuais de Lula e Flávio Bolsonaro são, em sua maioria, pessoas do agronegócio. ⚖️ Vale lembrar que a legislação eleitoral proíbe doações de empresas para campanhas, permitindo apenas contribuições de pessoas físicas, respeitando os limites estabelecidos.
No topo da lista de doadores da campanha de Lula está Erasmo Carlos Battistella, que, até agora, doou R$ 500 mil. Ele é CEO da Be8, uma produtora de biodiesel, e faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do governo federal, conhecido como "Conselhão". Curiosamente, Battistella também contribuiu com a mesma quantia para a campanha de Flávio Bolsonaro. Por outro lado, o primeiro lugar na lista de doadores de Bolsonaro é ocupado por Eloi Vitório Marchett, um empresário do setor de soja, que já destinou R$ 2 milhões ao senador do PL.
🔎 É importante destacar que o levantamento do g1 sobre o ranking dos doadores ainda é parcial. O prazo para que as campanhas que foram ao segundo turno apresentem suas prestações de contas termina em 14 de novembro.
O agronegócio, que representa cerca de 25% do PIB brasileiro, é um dos pilares da economia do país. As demandas desse setor abrangem desde a produção rural até a indústria e a exportação. LEIA TAMBÉM: As propostas dos candidatos para a atividade rural englobam uma ampla gama de áreas, que vão desde a produção de grãos e a pecuária até a agroindústria, a fabricação de biocombustíveis e a exportação de alimentos. Confira as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para o agronegócio, além das principais reivindicações das entidades do setor para o próximo presidente.
Agora no g1
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2023/2024. — Foto: Ricardo Stuckert/PR
O plano de governo de Lula visa fortalecer o crédito rural por meio do Plano Safra, assegurar uma política de crédito para pequenos produtores com o Pronaf, expandir o Plano Safra da Agricultura Familiar e simplificar o acesso ao crédito, entre outras medidas.