
El Niño 2026: Cientistas Alertam para Evento Sem Precedentes
O Met Office alerta que o El Niño deste ano pode ser o mais intenso desde 1950, com impactos globais significativos.
Reprodução Redes Sociais
22/08/2026 - 10h33
Atualizado há 6 minutos
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O Met Office, serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, anunciou na última sexta-feira (21) que a formação do El Niño prevista para este ano deve ser a mais intensa já registrada. Os efeitos esperados podem ser os mais significativos desde o século XIX. As projeções atuais indicam um aumento nas temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial, que pode ultrapassar três graus Celsius ainda este ano—um nível sem precedentes nos registros que começam em 1950.
Normalmente, um El Niño típico provoca elevações entre 1°C e 2°C, e qualquer aumento além desse intervalo é considerado um evento de grande magnitude. Entretanto, alguns especialistas em clima estão prevendo uma anomalia ainda maior do que a estimada pelo Met Office, que poderia chegar a até 4°C acima da média, conforme reportado pela BBC.
“Se essas previsões se confirmarem, 2026 superará de longe nossas experiências recentes com o El Niño e suas consequências climáticas globais,” afirmou Adam Scaife, que lidera as previsões de longo prazo do Met Office.
A intensidade projetada sugere que 2027 pode superar 2024 como o ano mais quente já documentado. “É fundamental frisar que este é um evento sem precedentes,” acrescentou o professor Scaife. “Nunca testemunhei um sinal de El Niño tão forte em nossas previsões.”
O fenômeno do El Niño resulta do aquecimento cíclico da superfície do mar no Pacífico oriental, que ocorre quando os ventos alísios perdem força. Esse fenômeno, que acontece a cada dois a sete anos, costuma durar entre nove e 12 meses. Os cientistas reconhecem o evento quando a temperatura da superfície nessa região chave do Pacífico supera a média em pelo menos 0,5°C.
Um aspecto adicional que influencia as projeções atuais é a presença de temperaturas até 8°C acima do normal a 100 metros de profundidade em algumas áreas, funcionando como uma reserva de água quente que potencializa o fenômeno.
Os impactos desse evento global podem ameaçar colheitas em diversas regiões. Em 2016, por exemplo, milhões de pessoas no Chifre da África enfrentaram uma seca severa associada ao El Niño.
Atualmente, já é possível observar sinais desse fenômeno em algumas áreas, como monções abaixo do normal no Sul da Ásia e mudanças nos padrões de vento no Caribe e no Atlântico tropical, que podem diminuir a atividade de furacões. As previsões também indicam um risco elevado de seca e incêndios na Austrália, além de inundações no Peru, no Equador e no sul dos Estados Unidos.
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No Brasil, o El Niño tende a provocar um aumento das chuvas no Sul e uma diminuição na precipitação no Norte e no Nordeste. As previsões para agosto já apontavam para temperaturas acima da média histórica em grande parte do país, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia.
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(Informações adicionais de Reuters e BBC)


