Educação é Prioridade nas Eleições para Moradores de Favelas do Rio
Com 2,1 milhões de eleitores em favelas, moradores priorizam educação e direitos sociais nas eleições de outubro de 2026.
© Tomaz Silva/Agência Brasil
No Rio de Janeiro, 12,8 milhões de eleitores estão prontos para votar em outubro. Dentre eles, 2,1 milhões residem em 1.724 favelas, conforme o Censo Demográfico de 2022 do IBGE. Esses dados revelam que, apesar de serem comunidades conhecidas, enfrentam enormes desafios de urbanização e acesso a serviços públicos, evidenciando a desigualdade na presença do Estado. Na cidade, 1,3 milhão de pessoas vivem em 813 favelas, com menos residências conectadas a esgoto e água, além de uma coleta de lixo abaixo da média. A professora Eblin Farage, da UFF, coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Favelas e Espaços Populares e explica a complexidade dessas áreas. Com as eleições se aproximando, moradores têm compartilhado suas demandas, que incluem melhorias em educação, saúde, cultura e mobilidade. A segurança, uma preocupação constante, reflete a falta de ações efetivas, mesmo com a violência sendo um problema recorrente. Letícia Vitória Guimarães, de 16 anos, do Complexo do Alemão, votará pela primeira vez e prioriza candidatos comprometidos com direitos humanos e diálogo. Ela destaca a mobilidade como uma prioridade, ressaltando a dificuldade de acesso à cidade. Isabelle Rodrigues Trindade, de 26 anos, da Rocinha, expressa preocupação com a falta de oportunidades na comunidade.