Eclipses de agosto: Como observar o solar e lunar
Em agosto de 2026, dois eclipses celestes prometem encantar os amantes da astronomia; saiba como e quando assisti-los.

O mês de agosto de 2026 traz duas experiências astronômicas fascinantes: um eclipse solar total e um eclipse lunar quase completo, ambos visíveis a olho nu em diversas partes do mundo. O eclipse lunar ocorrerá na madrugada do dia 28 de agosto, começando às 23h30 do dia 27 (horário de Brasília) e atingindo seu auge por volta da 1h da manhã do dia seguinte. Esse espetáculo celeste poderá ser apreciado em todos os estados do Brasil, com até 95% da Lua ganhando uma coloração avermelhada.
Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, explica que a órbita da Lua em torno da Terra é inclinada em 5 graus. Esse alinhamento entre a Terra, a Lua e o Sol é o que provoca o eclipse. “Durante a Lua cheia, temos, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua. O Sol ilumina a Terra, criando uma sombra no espaço. Quando a Lua entra nessa sombra, ocorre o eclipse”, esclarece.
O eclipse solar, por sua vez, ocorrerá no dia 12 de agosto e será visível em sua totalidade em países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia. Outras áreas do hemisfério norte e o norte da África também poderão observar o fenômeno, mas de forma parcial.
“Para o eclipse solar, a situação é diferente. Aqui, temos o Sol, a Lua e a Terra. A sombra da Lua se projeta na Terra, e apenas quem está nesse caminho consegue ver o eclipse. Esse caminho é de aproximadamente 300 quilômetros de largura”, detalha Josina.
Para observar o eclipse lunar, não são necessários óculos especiais. Um local aberto, com boa visibilidade da Lua e pouca luz artificial, é tudo o que você precisa. No entanto, para o eclipse solar, é imprescindível usar óculos especiais que atendam à norma ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente para o Sol sem proteção pode causar sérios danos à visão, incluindo a cegueira.
O eclipse solar total é um fenômeno cósmico impressionante. Apesar do Sol ser cerca de 400 vezes maior que a Lua, ele também está 400 vezes mais distante da Terra, fazendo com que ambos os astros pareçam ter tamanhos semelhantes durante o eclipse. Vale lembrar que um eclipse solar ocorre sempre durante a Lua Nova, bloqueando pelo menos parte da luz solar e criando uma sombra. Josina destaca que, ao contrário do eclipse lunar, que é visível para todos na metade da Terra que está em noite, o eclipse solar tem um campo de visão mais restrito.
Fora da área onde o eclipse é total, ele se transforma em um eclipse anular, onde a Lua não cobre completamente o Sol, resultando em um anel de luz ao redor. No caso do eclipse lunar, este só acontece durante a Lua Cheia e pode se manifestar de três maneiras: total, parcial e penumbral. Quando a luz do Sol atinge a Terra, ela projeta duas sombras: a umbra, a sombra mais escura, e a penumbra, que é mais suave.
“Às vezes, quando o eclipse lunar acontece, a Lua pode entrar apenas na penumbra. Nessa situação, não notamos muita diferença”, comenta Josina. O eclipse total é uma transformação impressionante e vale a pena se preparar para observar esses eventos únicos no céu.
