Durigan critica altas taxas de juros do Tesouro e pede ação urgente
Ministro da Fazenda destaca a urgência de soluções para as elevadas taxas de longo prazo, que impactam a economia brasileira e a vida da população.
Data de publicação original: 19/08/2026, 17:10
No início da tarde de hoje, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, abordou um tema que tem gerado bastante preocupação: as elevadas taxas de juros de longo prazo que o Tesouro Nacional precisa pagar. Durante uma palestra no evento da Esfera, ele enfatizou que essa questão precisa ser resolvida "na próxima gestão". Para ele, essa situação é simplesmente inaceitável e tem exercido uma pressão significativa sobre empresas e famílias.
Durigan reconheceu os avanços econômicos que ocorreram sob a administração do presidente Lula (PT), mas alertou que não podemos "abaixar a guarda". O trabalho, segundo ele, ainda está longe de ser finalizado. "Nós temos uma única grande milha para ser cumprida daqui para frente, e isso precisa ser feito", afirmou, referindo-se ao compromisso de melhorar a trajetória das contas públicas e, assim, reduzir os juros.
Ele expressou que essa questão "aflige" o Ministério da Fazenda, destacando que as taxas que o Tesouro Nacional enfrenta são excessivamente altas. "Devemos endereçar essa questão com urgência", reiterou Durigan.
O ministro também ressaltou a necessidade de criar condições para a "milha final" de ajuste econômico, embora tenha reconhecido que o cenário global é complicado, com muitos países enfrentando taxas de juros elevadas. "O desafio é maior", disse ele, mas garantiu que o Brasil deve continuar avançando, sem acreditar que exista uma solução mágica para esse ambiente econômico.
Durigan trouxe à tona a situação nos Estados Unidos, onde os títulos de 30 anos estão com as taxas mais altas dos últimos 20 anos. "Desde 2007, não víamos uma taxa tão elevada", comentou.
Ele também mencionou o Japão, que, após um longo período com taxa de juros próxima de zero, agora enfrenta um cenário semelhante de aumento. "Isso tudo acaba refletindo na economia global", acrescentou.
Após a palestra, Durigan comentou sobre a queda do dólar e a alta do Ibovespa na Bolsa de Valores de São Paulo. Ele observou que o mercado financeiro brasileiro está reagindo de forma positiva, especialmente após o Tesouro dos Estados Unidos aumentar o volume de operações de recompra de seus títulos públicos.
"O que estamos vendo é uma situação que pressiona o mundo inteiro em termos de política monetária", afirmou. Ele garantiu que o Brasil mantém o foco em melhorar suas questões econômicas, buscando um espaço de liberdade tanto para o governo quanto para a iniciativa privada. Durigan reiterou que o governo federal está comprometido em esforços para reduzir as taxas de juros no país.
Em suas declarações, ele também abordou a interferência do governo norte-americano nas operações de títulos públicos, destacando a relevância da situação atual para a rolagem da dívida. "O mercado está reagindo de forma positiva aqui no Brasil", concluiu Durigan, em sua conversa com jornalistas.