Dólar sobe 1,15% e fecha a R$ 5,09 em dia de cautela

Na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, o dólar encerrou em alta, enquanto o Ibovespa caiu, refletindo a incerteza no cenário econômico e eleitoral.

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O dólar apresentou uma alta de 1,15% e fechou a R$ 5,09 nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026. No mesmo dia, a Bolsa brasileira registrou uma queda de aproximadamente 1%, encerrando o pregão aos 204 mil pontos. O clima no mercado foi de cautela, com investidores atentos ao cenário eleitoral e às possíveis medidas econômicas que o governo poderia anunciar, como a proposta de emenda à Constituição que visa implementar tarifa zero no transporte público aos fins de Dólar cai para R$ 5 e Ibovespa sobe quase 8% após eleições semana.

No exterior, a moeda americana perdeu força em relação a outras divisas. O petróleo teve desempenho misto: enquanto o Brent apresentou leve queda, o WTI registrou avanço.

Durante o pregão, o dólar atingiu novas máximas, chegando a R$ 5,098. Nos minutos finais, o dólar comercial foi cotado a R$ 5,087, representando uma valorização de 1,15%. Essa foi a maior cotação de encerramento desde 2 de outubro, quando o valor havia terminado em R$ 5,216.

Curiosamente, essa movimentação contrastou com o que aconteceu com o dólar no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede a moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes, registrava queda de 0,53%, marcando 102,015 pontos.

Internamente, as atenções estavam voltadas para a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e as notícias sobre ações do governo. A expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia anunciar tarifa zero no transporte público durante fins de semana e feriados também capturou a atenção dos investidores.

Apesar das três altas consecutivas, o dólar ainda acumulava uma queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano.

O Ibovespa passou parte da tarde oscilando em torno dos 205 mil pontos, mas na última hora de negociação intensificou suas perdas. O índice chegou a se aproximar da mínima do dia, que foi de 203.110,43 pontos, e encerrou a sessão em queda de 1,06%, a 204.324,26 pontos.

Esse desempenho foi influenciado pela cautela dos investidores diante do cenário eleitoral e das notícias sobre medidas econômicas que podem impactar fiscalmente nos próximos anos.

O volume financeiro da sessão foi de R$ 27 bilhões. Apesar da queda do dia, o Ibovespa ainda acumulava alta de 9,65% em outubro e de 26,81% em 2026. Contudo, na semana, o índice apresentava retração de 2,27%.

Os preços do petróleo fecharam sem uma direção clara nesta quinta-feira, em meio a ajustes de posições após a alta da sessão anterior. O mercado acompanhou tensões no Oriente Médio e as relações entre Rússia e Ucrânia, além de sinais de aumento na oferta global.

Referência nas negociações internacionais, o petróleo tipo Brent recuou 0,13%, encerrando a sessão a US$ 105,92 por barril. Já o WTI para novembro, nos Estados Unidos, subiu 3,03%, alcançando US$ 97,97 por barril.

A oferta também foi um ponto de atenção, com os estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos caindo 8,557 milhões de barris, superando as expectativas. Nesta quinta-feira, a Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris de reservas estratégicas, uma medida anunciada pelo G7 no início de outubro.

Atualizado há 2 horas

Nesta terça-feira (20), o dólar comercial encerrou vendido a R$ 5,019, com queda de 0,58%, marcando o terceiro pregão consecutivo de baixa frente ao real. Durante a sessão, a moeda chegou a se aproximar de R$ 5,00, acompanhando a desvalorização no mercado internacional. O Ibovespa, por sua vez, encerrou o pregão aos 208.295,98 pontos, com valorização de 1,57%, atingindo seu maior nível desde 9 de outubro. No mercado internacional, o petróleo Brent fechou em queda de 0,69%, a US$ 108,79 por barril, influenciado por avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

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