
Dólar em Alta: Inflação dos EUA e Expectativas para Jackson Hole
Dólar à vista sobe 0,39% enquanto investidores analisam dados de inflação dos EUA e Brasil antes do simpósio de banqueiros centrais.
Reprodução Redes Sociais
Data e Hora Atual: 26 de agosto de 2026, 11h06
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Atualização do Mercado Financeiro - 26/08/2026, 10h23
• Atualizado há 33 minutos.
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Nesta quarta-feira, o dólar à vista apresenta uma leve alta em relação ao real. Essa movimentação é acompanhada de perto pelos investidores, que estão analisando os dados de inflação tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil, em meio às expectativas para o simpósio de banqueiros centrais que acontecerá em Jackson Hole no final da semana.
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Os índices futuros nos EUA operam de forma mista enquanto aguardam mais informações sobre o PCE.
Destaques do Noticiário Corporativo - 26/08/2026
Às 10h16, o dólar à vista subia 0,39%, cotado a R$ 5,160 na venda. Por sua vez, o dólar futuro para setembro, que é o mais negociado no mercado brasileiro, apresentava uma leve queda de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,152.
Na prática, o núcleo da inflação PCE nos Estados Unidos — que exclui itens voláteis como alimentos e energia — registrou um aumento de 0,2% em julho. Esse resultado ficou alinhado com as expectativas de analistas consultados pela LSEG.
Analisando o acumulado anual, a alta foi de 3,3%, também conforme as previsões da LSEG. No segundo trimestre, o índice PCE de preços dos EUA teve um incremento de 5,3%.
Em contrapartida, o índice de inflação geral teve um aumento de 0,2% em julho, superando a expectativa de 0,1% da LSEG.
Os gastos dos consumidores nos EUA também mostraram um crescimento de 0,2%. No acumulado deste ano, a inflação alcançou 3,7%, um número significativo que está bem acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve.
O simpósio em Jackson Hole oferece aos dirigentes do Fed uma oportunidade de alto nível para expressar suas visões políticas ou reforçar mensagens que já foram transmitidas.
Os investidores estão atentos às declarações de Warsh sobre a necessidade de novos aumentos nas taxas de juros para controlar a inflação. Alguns analistas sugerem que a recente alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo pode indicar que o Fed precisará agir mais.
Além disso, a recente decisão do secretário do Tesouro, Scott Bessent, de intervir no mercado para tentar reduzir os rendimentos dos títulos, acrescentou uma camada extra de complexidade a esse cenário.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial, caiu 0,40% em agosto de 2026, após uma leve alta de 0,06% em julho.
Até agora, o IPCA-15 acumula uma alta de 3,09% no ano, e em 12 meses, de 4,24%, o que é inferior aos 4,52% registrados nos 12 meses anteriores. Vale ressaltar que as expectativas em uma pesquisa da Reuters apontavam para uma queda de 0,30% no mês e de 4,34% em 12 meses.
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(Com informações da Reuters)
Atualizado há menos de 1 hora
Na agenda local, destaque ainda para a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, às 14h30. Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que os preços ao produtor no país caíram 0,83% em julho ante junho, levando o acumulado em 12 meses para alta de 1,94%.