Dólar cai para R$ 5,14 com alívio no mercado internacional
O dólar comercial encerra em seu menor valor em mais de dez dias, impulsionado por fatores externos e expectativas eleitorais no Brasil.
© Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Em um dia que trouxe alívio tanto no mercado interno quanto no externo, o dólar comercial fechou em R$ 5,142, seu menor valor em mais de dez dias. A bolsa brasileira, por sua vez, registrou um desempenho positivo, com uma alta de quase 2%, encerrando a semana com resultados favoráveis.
Esse movimento foi impulsionado pelo enfraquecimento da moeda dos Estados Unidos no mercado internacional, além das expectativas em torno do cenário eleitoral brasileiro e um aumento no apetite por ativos considerados de risco. No setor de petróleo, o barril do tipo Brent terminou a sessão acima de US$ 94, influenciado pelas tensões no Oriente Médio.
Na sexta-feira, o dólar comercial à vista caiu 1%, fechando a R$ 5,142, após ter alcançado R$ 5,13 por volta das 15h30. Este foi o menor nível de fechamento desde 10 de agosto. Ao longo da semana, a moeda americana registrou uma queda acumulada de 1,53%.
Esse resultado foi afetado pelo desempenho do dólar no exterior, que atingiu seu menor nível em três meses, refletindo as expectativas em relação às operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, estava próximo dos 98,856 pontos no final da tarde, com uma queda acumulada de cerca de 0,80% na semana.
A expectativa de maior liquidez no mercado de títulos públicos americanos ajudou a aliviar a pressão sobre o dólar, beneficiando as moedas de países emergentes. O real, por exemplo, foi uma das moedas que mais se valorizou no dia, ao lado do peso chileno. O euro atingiu seu maior valor desde maio, enquanto a libra esterlina alcançou o nível mais alto desde fevereiro.
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 1,85%, atingindo 171.031,73 pontos, marcando a terceira alta consecutiva e seu maior nível desde 10 de agosto. Apesar disso, ao olhar para o mês, ainda apresenta uma queda de 3,91%, embora tenha acumulado uma alta de 2,45% na semana.
As ações de bancos foram fundamentais para sustentar o Ibovespa durante o pregão, e o fluxo de recursos estrangeiros continuou a ser um ponto de atenção para os investidores. Dados da B3 mostraram uma saída líquida de R$ 22 bilhões em capital estrangeiro da bolsa brasileira até o dia 19 de agosto. Essa recuperação do índice é notável, especialmente após uma sequência de perdas significativas no início do mês.
No que diz respeito ao petróleo, ele fechou em alta nesta sexta-feira, acumulando uma valorização expressiva ao longo da semana, em meio às tensões contínuas entre os Estados Unidos e o Irã, além das incertezas sobre o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent subiu 0,65% (+US$ 0,61), atingindo US$ 94,39, com uma valorização de 6,6% na semana. O barril WTI também teve uma alta de 0,26% (+US$ 0,23), fechando a US$ 87,06, com uma valorização de 5,6% na semana. O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito, e o tráfego de petroleiros enfrenta restrições no Mar Vermelho. As negociações entre Estados Unidos e Irã continuam paralisadas, o que mantém no mercado o receio de novos impactos sobre a oferta e o transporte internacional de petróleo.