Dólar cai com petróleo em alta e eleições em foco

Nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, o dólar recua enquanto o petróleo sobe, refletindo um cenário de incertezas eleitorais e mudanças no mercado financeiro.

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Dólar cai com petróleo em alta e eleições em foco
Reprodução Redes Sociais

Data e Hora Atual:
03 de setembro de 2026, 11:12

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Nesta quinta-feira, dia 3 de setembro, o dólar à vista apresenta uma leve queda em relação ao real. Esse movimento ocorre em consonância com a desvalorização da moeda americana e a diminuição dos rendimentos dos Treasuries. Vale mencionar que, nesse cenário, o preço do petróleo continua em alta, enquanto o clima eleitoral também influencia o mercado.

Dólar em Números:
Às 10h48, o dólar à vista recuava 0,06%, cotado a R$ 5,106 na venda. Por outro lado, o dólar futuro para outubro, que é o mais negociado atualmente na B3, subia 0,16%, atingindo R$ 5,132.

Na prática, os investidores estão atentos a novas pesquisas de intenção de voto e, nesta quinta, esperam os resultados dos levantamentos realizados pelo Datafolha e pela Futura Inteligência. Isso ocorre após os dados da Quaest e do PoderData indicarem uma disputa mais acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno.

O ponto aqui é que esse cenário tem reforçado as apostas do mercado na alternância de governo. Além disso, há expectativas de uma melhora na disciplina fiscal, o que poderia beneficiar o real, a curva de juros e atrair fluxos financeiros estrangeiros para os ativos brasileiros.

Uma pesquisa recente do Poderdata/Aya mostra que, pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45% das intenções de voto, ligeiramente à frente do presidente Lula (PT), que tem 44%.

Outros Destaques:
No noticiário desta manhã, chama a atenção a decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial da Trustee DTVM e da Banvox DTVM, ambas localizadas em São Paulo. Essa ação se dá em razão de sérias violações às normas legais, embora as instituições em questão tenham impacto mínimo no sistema financeiro, representando menos de 0,001% dos ativos totais e 0,76% dos recursos administrados de terceiros.

Enquanto isso, no cenário internacional, todos os olhares se voltam para o relatório de empregos não agrícolas dos EUA, conhecido como payroll, que será divulgado nesta sexta-feira. Os analistas prevêem a criação de 56.000 novas vagas, após uma queda significativa de 23.000 em julho, com a taxa de desemprego mantida em 4,1%.

Segundo especialistas, um resultado bem mais fraco do que o esperado seria necessário para reduzir de maneira significativa o risco de um aumento na taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro. Atualmente, os mercados estão precificando uma probabilidade de 61% para essa ocorrência.

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(Com informações de Estadão e Reuters)

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