Dólar cai a menor valor em 21 meses; bolsa bate recorde histórico
Recomendação da China
© Valter Campanato/Agência Brasil
Em um dia de celebração no mercado financeiro, o dólar despencou para seu menor patamar em 21 meses, fechando abaixo de R$ 5,20. A bolsa de valores, por sua vez, teve uma performance impressionante, atingindo um recorde ao ultrapassar os 186 mil pontos.
Na segunda-feira, dia 9 de fevereiro, o dólar comercial foi negociado a R$ 5,188, apresentando uma queda de R$ 0,032, ou seja, uma desvalorização de 0,62%. Durante toda a sessão, a cotação foi em queda, chegando a marcar R$ 5,17 por volta das 13h. A partir desse ponto, muitos investidores aproveitaram a oportunidade e começaram a comprar a moeda a um preço mais acessível, embora o dólar continuasse a operar em baixa.
Esse valor é o mais baixo desde 28 de maio de 2024, quando a moeda estava cotada a R$ 5,15. Ao longo de 2026, o dólar acumula uma queda de 5,47%.
Mercado de Ações em Alta
No mercado de ações, o dia foi de ganhos consideráveis. O índice Ibovespa, da B3, encerrou com 186.241 pontos, marcando uma alta de 1,8%. Essa valorização foi impulsionada principalmente pelas ações de bancos, petroleiras e mineradoras, que são os setores com maior peso no índice.
Vale lembrar que a última vez que o Ibovespa havia alcançado um recorde foi no dia 3 de fevereiro. Desde o início de 2026, a bolsa brasileira já apresenta uma valorização de 15,69%.
Fatores que Influenciam o Mercado
O dólar começou o pregão em queda em relação ao real, acompanhando uma tendência observada no mercado internacional. Possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês, além da repercussão de dados econômicos recentes dos Estados Unidos, contribuíram para essa desvalorização.
Os números do mercado de trabalho americano, divulgados na semana anterior, ficaram aquém das expectativas. Isso acabou aumentando as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) considere uma nova redução nas taxas de juros. Outro fator relevante foi a vitória da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, que também fez o dólar recuar em relação ao iene.
No entanto, o principal fator que impactou o mercado foi a recomendação do governo da China para que bancos privados diminuam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A China, sendo o maior detentor desses papéis, busca diversificar suas reservas internacionais.
Essa combinação de fatores resultou na queda do dólar e na alta da bolsa. A moeda americana também perdeu força em relação a outras divisas de países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente mais favorável aos mercados emergentes, que vem sendo observado desde o início do ano, deve continuar a beneficiar o câmbio brasileiro nos próximos meses.
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Atualizado há 1 hora
Na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,229, registrando uma alta de 0,57% em meio a um cenário de turbulência internacional e ajustes pré-carnaval. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,25, mas desacelerou com a redução das tensões no mercado estadunidense. Apesar disso, a semana fechou com uma alta modesta de 0,18% para o dólar, que ainda acumula uma queda de 4,72% ao longo de 2026.
No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.464 pontos, com uma queda de 0,69%, após um movimento de venda de ações para realização de lucros. O índice chegou a cair 1,99% durante o dia, mas recuperou-se parcialmente, impulsionado pela alta na cotação do petróleo e pela melhoria nas bolsas dos Estados Unidos.
Atualizado há 11 horas
Paralelamente, as preocupações com uma possível bolha no setor de inteligência artificial continuam a influenciar negativamente o mercado financeiro. O índice Nasdaq, das empresas de tecnologia, caiu 0,22% nesta sexta, enquanto os outros dois índices das bolsas estadunidenses fecharam em leve alta.
Além das questões internacionais, o mercado interno foi dominado pela realização de lucros. Os investidores aproveitaram as quedas recentes do dólar para comprar moeda barata e a sequência de recordes na bolsa para venderem papéis e embolsarem os lucros.