
Disputa entre Agronegócio e Governo sobre Dívidas Rurais
Reunião entre governo e representantes do agronegócio não alcança acordo sobre renegociação de dívidas rurais afetadas por eventos climáticos.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na terça-feira, dia 7, ocorreu uma reunião crucial entre representantes do governo federal e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), mas, infelizmente, não houve um acordo sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais que sofreram com eventos climáticos. O encontro tinha como objetivo discutir alternativas ao Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, além de uma proposta de medida provisória (MP) elaborada pelo Ministério da Fazenda. O que ficou claro é que as negociações ainda vão continuar nos próximos dias.
O foco principal agora é encontrar um consenso sobre as condições de refinanciamento antes que o texto final seja enviado ao Congresso. O governo apresentou uma proposta de medida provisória que visa substituir parte do conteúdo do projeto já aprovado pelo Senado. Porém, as divergências ainda são significativas. Um dos pontos que gera impasse é a abrangência da medida. O governo quer que o benefício seja direcionado apenas aos produtores que enfrentaram perdas devido a eventos climáticos nas últimas safras. Por outro lado, os parlamentares ligados ao agronegócio defendem uma abordagem mais ampla, que inclua também aqueles que estão endividados por fatores econômicos, como o aumento dos custos de produção e a queda na renda.
O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), destacou que o Executivo está aberto a encontrar uma solução para ajudar os agricultores prejudicados, mas considera impróprio ampliar a renegociação para todos os produtores rurais do Brasil, especialmente por conta do impacto fiscal que isso poderia causar. O Ministério da Fazenda vê o texto aprovado pelo Senado como uma “pauta-bomba”, prevendo um impacto de cerca de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos, um cálculo que a bancada ruralista contesta.
O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que esteve envolvido nas negociações, mencionou que houve algum avanço nas conversas e que as equipes técnicas ainda estão trabalhando para alinhar as posições. O objetivo é apresentar uma proposta que seja consensual ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que está mediando as discussões.
O PL 5.122, por sua vez, prevê mecanismos que facilitam a renegociação das dívidas dos produtores rurais, oferecendo prazos mais longos e condições especiais de financiamento. O governo está buscando criar uma alternativa através da medida provisória, que teria aplicação imediata após ser editada, mas isso depende de um entendimento com o Congresso.
Nos próximos dias, novas reuniões entre o Ministério da Fazenda e representantes da FPA estão previstas, com a esperança de reduzir as divergências. Em uma nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária deixou claro que não aceita a substituição automática do PL 5.122 por uma medida provisória e reafirmou que o texto já aprovado pelo Senado continua sendo a base das negociações. Além disso, a bancada ainda discorda de vários pontos, como o enquadramento dos produtores, as taxas de juros, os prazos de pagamento e o alcance da proposta, e se comprometeu a continuar negociando para ampliar o número de beneficiados.
Atualizado há 15 horas
Após intensas negociações, o governo federal e o Congresso Nacional chegaram a um acordo para substituir o projeto de lei pela medida provisória (MP), que permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais. A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025, com condições diferenciadas para aqueles afetados por eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal. O Banco do Brasil está pronto para receber os agricultores endividados e iniciar o processo de renegociação. Além disso, a MP criará um fundo similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com a União podendo aportar até R$ 2 bilhões para ampliar o acesso ao financiamento rural.
Atualizado há 39 horas
Após intensas negociações, o governo federal e o Congresso Nacional chegaram a um acordo para substituir o projeto de lei pela medida provisória (MP), que permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais. A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025, com condições diferenciadas para aqueles afetados por eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal. A medida provisória também criará um fundo similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a União poderá aportar até R$ 2 bilhões no mecanismo, que também deverá contar com a participação de bancos, estados e municípios.
Atualizado há 63 horas
Após intensas negociações, o governo federal e o Congresso Nacional chegaram a um acordo para substituir o projeto de lei pela medida provisória (MP), que permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais. A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025, com condições diferenciadas para aqueles afetados por eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal. "Depois da aprovação no Senado, sem acordo com o governo, chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores", disse o presidente da Câmara.