Diálogos SNIIC: Integração de Sistemas e Dados na Cultura
Evento discute a importância de integrar dados para otimizar políticas culturais no Brasil, destacando experiências e inovações na gestão pública.
GESTÃO CULTURAL
Foto: Giba/MinC
Na última quinta-feira, 29 de outubro, em Brasília (DF), a 12ª edição dos Diálogos do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) abordou a integração de sistemas e a utilização de dados como pilares fundamentais para o aprimoramento das políticas públicas de cultura.
O encontro reuniu representantes do Ministério da Cultura (MinC) e de diversas localidades, incluindo Belo Horizonte (MG), Ceará e Pernambuco. O objetivo foi compartilhar experiências e discutir os desafios enfrentados na gestão do fomento cultural.
Com o tema "Sistemas de Gestão do Fomento: CultBR e experiências subnacionais", o evento focou nas ferramentas e fluxos de dados utilizados no planejamento, seleção, execução e prestação de contas de projetos culturais. Além disso, explorou as oportunidades de integração entre plataformas federais, estaduais e municipais.
Na abertura do evento, Letícia Schwarz, subsecretária de Gestão Estratégica do MinC, enfatizou a importância de aproveitar procedimentos administrativos para coletar informações sobre as políticas culturais, sem aumentar a carga burocrática.
Segundo Letícia, é possível registrar dados sobre beneficiários, distribuição de recursos e público atingido durante a execução das ações. “Nossa proposta é coletar e produzir dados sobre o que fazemos enquanto as ações estão sendo executadas”, explicou, trazendo uma perspectiva prática para o tema.
Ela também destacou que o intuito não é substituir sistemas existentes por uma única plataforma, mas criar condições para que diferentes ferramentas compartilhem informações de forma eficaz. “Nossa perspectiva é permitir que diferentes sistemas de gestão do fomento se comuniquem, produzindo conjuntos de informações compatíveis”, afirmou.
Experiências de Gestão
A diretora de Fomento da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Joana Braga Reis, apresentou a trajetória da gestão do fomento cultural na cidade.
Ela compartilhou os resultados de um levantamento que abrange quase 50 editais realizados entre 2018 e 2025, no âmbito do Observatório da Cultura da Prefeitura. Durante esse período, os investimentos totalizaram R$ 278 milhões, resultando em 3.391 projetos e 2.044 proponentes contemplados.
Um dado que se destacou foi a identificação de 409 proponentes que foram beneficiados pela primeira vez em 2023 e 2024, refletindo a ampliação dos recursos e a diversificação das modalidades de fomento. “Esse dado foi uma surpresa muito boa, porque demonstra que a ampliação dos recursos possibilitou o acesso de novas pessoas aos nossos editais”, enfatizou Joana.
Bruno Borges, gerente de Fomento da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, apresentou os avanços na digitalização dos processos e as perspectivas de modernização das ferramentas utilizadas pelo município. Ele destacou, entre outras iniciativas, o aprimoramento do Mapa Cultural, que visa reunir as diferentes etapas de acompanhamento dos projetos e facilitar a gestão cultural na cidade.
