Dia Mundial de Combate ao Bullying: APAV Apoia 100 Vítimas em 2025

Dia Mundial de Combate ao Bullying: APAV Apoia 100 Vítimas em 2025

No Dia Mundial de Combate ao Bullying, a APAV revela apoio a 100 crianças vítimas de agressões, destacando o aumento preocupante do fenômeno.

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Reprodução Redes Sociais

Em um cenário alarmante, a APAV apoiou 100 crianças que sofreram bullying ao longo do último ano. Dentre essas vítimas, 56% eram do sexo feminino. A análise por faixa etária mostra que 29 vítimas estavam entre 11 e 14 anos, tornando-se o grupo mais afetado, seguido por jovens de 15 a 17 anos, com 25 casos registrados. Os dados foram divulgados em virtude do Dia Mundial de Combate ao Bullying, que ocorre anualmente em 20 de outubro.

Ao examinar as dinâmicas de violência, a APAV constatou que a violência verbal foi a forma mais comum, afetando 58 crianças. Outras formas de agressão incluíram a violência física, com 37 vítimas, e a violência social, que atingiu 31 crianças. Além disso, 22 casos de cyberbullying foram documentados, evidenciando que, em muitos casos, uma mesma vítima pode ter enfrentado mais de um tipo de violência.

Os números da APAV indicam um aumento no fenômeno do bullying. Em 2025, quase o mesmo número de vítimas foi apoiado como nos quatro anos anteriores juntos. Entre 2021 e 2024, a APAV atendeu a 106 vítimas, sendo que a maioria (66,04%) eram meninas.

A maioria dos casos em 2025 ocorreu em ambientes escolares ou de trabalho, onde a vítima geralmente tinha uma relação com o agressor. Em 52,21% dos casos com informações detalhadas, a APAV constatou que o agressor estava na mesma escola que a vítima, e, em 66% das situações, eram da mesma turma. Os dados também mostram que a escola foi informada em 65% dos casos e, em 26% deles, uma queixa foi formalizada junto às autoridades.

Por outro lado, o Instituto de Apoio à Criança (IAC), conforme reportado pela Renascença, registrou 119 casos de bullying no ano passado, incluindo 30 de cyberbullying. Em uma entrevista à rádio, Manuel Coutinho, presidente do IAC, mencionou que, apenas nos primeiros sete meses deste ano, 91 casos chegaram à linha SOS Criança e Jovem, reforçando a ideia de que o fenômeno "tem crescido, pois as crianças passam muito tempo sozinhas".

Ele destacou ainda que "os próprios bullies, que são os que praticam bullying sobre os outros, também sofrem com a tensão, a pressão e a falta de acompanhamento". Em um comunicado, a GNR informou ter registrado 78 ocorrências relacionadas ao bullying neste ano, dentro de um total mais amplo de 1.657 crimes em ambiente escolar sob sua responsabilidade.

É importante notar que, embora o bullying não constitua um tipo legal de crime autônomo, os comportamentos associados podem ter implicações legais. Dentre as ocorrências relacionadas a práticas de bullying, a GNR registrou 72 casos, com os distritos de Setúbal (10), Porto (9), Castelo Branco (8), Lisboa (8) e Santarém (7) apresentando o maior número de registros. Seis casos de cyberbullying foram anotados, distribuídos entre Braga (2) e Setúbal (2).

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