Dia D: Novidades na Vacinação Infantil e Prevenção ao Sarampo
A campanha de vacinação de agosto de 2026 traz inovações, incluindo a vacina pneumocócica 20-valente, essencial para a saúde das crianças.

Foi com coragem que o estudante Noam Medeiros, de apenas 10 anos, levantou a camisa e estendeu o braço, pronto para receber as vacinas que faltavam para deixar sua caderneta de vacinação em dia. Este momento aconteceu neste sábado, 22 de agosto de 2026, durante o Dia D da Campanha Multivacinação.
“Eu já estive internado e precisei tirar sangue várias vezes, então estou acostumado. Foi tudo tranquilo”, compartilhou Noam, que estava acompanhado de sua mãe, Ana Paula Medeiros, de 45 anos, uma bancária que se mostrou muito consciente sobre a importância das vacinas.
“Trouxemos toda a família, depois de ver a campanha na TV. Sabemos que as vacinas são essenciais para nos proteger de várias doenças”, contou Ana Paula, ressaltando o compromisso da família com a saúde.
No mesmo local, a Unidade Básica de Saúde da 612 Sul em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também fez questão de se vacinar. “Hoje é um dia de mobilização nacional. Todos os municípios e estados atenderam ao chamado do Ministério da Saúde e das secretarias locais. É o dia de atualizar as vacinas das crianças. Esta campanha é especial porque não se trata apenas de uma vacina, mas de todas as 17 que estão no calendário infantil obrigatório”, explicou Padilha ao chegar.
Uma novidade nesta campanha é a introdução da vacina pneumocócica 20-valente, que oferece uma proteção mais ampla contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. Essa vacina é recomendada para crianças com menos de 5 anos.
O ministro também aproveitou a presença da imprensa para enfatizar a importância da vacina contra o sarampo, especialmente para pessoas entre 6 meses e 59 anos, e para aqueles que trabalham em locais com grande fluxo de turistas, como restaurantes, hotéis e aeroportos. “Temos visto muitos países cortando vacinas para crianças e adotando discursos anti-vacina, resultando em surtos de doenças que já pensávamos estar erradicadas”, alertou ele, preocupado com a possibilidade de turistas trazerem de volta doenças que o Brasil já havia vencido.
Padilha lembrou que, em 2024, o Brasil reconquistou o status de país livre do sarampo. “No entanto, com surtos em países como os Estados Unidos, que se espalharam para o Canadá e o México, no ano passado tivemos 38 casos importados. Eles não se tornaram um surto no Brasil graças ao esforço de vacinação do SUS”, destacou.
“Precisamos garantir que essa cobertura vacinal permaneça, para evitar que situações como a de São Paulo em 2019 se repitam. Naquela época, o controle da doença falhou e chegamos a ter 20 mil casos de sarampo apenas em São Paulo, o que levou o Brasil a perder o certificado de país livre da doença”, completou.
A preocupação em evitar uma nova crise de saúde fez com que a aposentada Lúcia Araújo, de 91 anos, também fosse ao posto de saúde. “Foi tudo muito rápido, menos de 10 minutos. Venho religiosamente nos dias de vacinação, pois é mais uma forma de proteger minha saúde. Minha caderneta de vacinas está sempre em dia”, comemorou Lúcia, que valoriza a importância de manter-se imunizada.
