Desfile do Dia da Vitória na Rússia: Reflexos da Guerra na Ucrânia
O desfile deste ano, sem equipamentos militares, revela as tensões da Rússia na guerra da Ucrânia, refletindo preocupações internas e externas.
Atualmente, a palavra que ecoa na Praça Vermelha é "Vitória". O termo "Pobeda" se destaca em faixas vermelhas e nas telas de vídeo espalhadas pela área. Neste momento, os soldados ensaiam para o desfile anual do Dia da Vitória, que comemora a derrota da Alemanha nazista. Contudo, este ano, uma novidade marca a cerimônia: pela primeira vez em quase duas décadas, não haverá exibição de equipamentos militares. Sem tanques ou mísseis balísticos, apenas os soldados desfilam. Essa mudança reflete a situação delicada da guerra na Ucrânia, que não tem seguido os planos de Moscou. O deputado russo Yevgeny Popov comentou: "Nossos tanques estão ocupados agora. Precisamos deles mais no campo de batalha do que na Praça Vermelha." Essa ausência é vista como um sinal de constrangimento, evidenciando as pressões que a Rússia enfrenta no conflito. Eventos recentes, como um ataque ucraniano com mísseis e drones em Cheboksary, mostram como a guerra está se aproximando do território russo. O sentimento público parece ser uma mistura de preocupações com a segurança, enquanto alguns valorizam a importância de exibir a força militar. O desfile reduzido se torna um símbolo de um país que luta para alcançar a vitória na Ucrânia após mais de quatro anos de conflito. Para complicar ainda mais, pesquisas recentes apontam para uma queda nas taxas de aprovação do presidente Putin. À medida que a guerra avança, cresce a fadiga entre a população russa em relação ao conflito e suas repercussões na vida cotidiana.