
Desafios da Classe Média na Compra de Imóveis em 2026
Entenda a crise no mercado imobiliário e os impactos nos imóveis de classe média no Brasil, em um cenário de juros altos e custos crescentes.
Reprodução Redes Sociais
13/09/2026 10h57
Atualizado há cerca de 11 minutos
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A situação das moradias novas para as famílias de classe média no Brasil está se tornando cada vez mais crítica, alcançando o pior nível já registrado. Os altos juros dos financiamentos, o aumento dos custos de construção e o endividamento crescente das famílias estão tornando a casa própria um sonho distante. Como resultado, as construtoras hesitam em lançar novos empreendimentos voltados para essa faixa de renda.
Historicamente, apartamentos na faixa de R$ 500 mil a R$ 2 milhões dominaram o mercado imobiliário nacional, representando mais da metade das vendas. Contudo, esse cenário vem se deteriorando nos últimos quatro anos. Atualmente, esses imóveis representam apenas 18,9% dos lançamentos e 24,1% das vendas totais nas capitais, conforme levantamento exclusivo da consultoria Brain Inteligência Imobiliária, publicado no Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
“Sem dúvida, estamos vendo um recorde de baixa. Esse mercado sempre foi robusto no Brasil”, destacou Fábio Tadeu Araújo, presidente da Brain, em uma entrevista.
Esses imóveis são voltados para famílias que têm uma renda mensal entre R$ 10 mil e R$ 30 mil, o que é considerado classe média no setor imobiliário, apesar de estarem mais próximos do topo da pirâmide social. Para quem ganha menos, o programa Minha Casa, Minha Vida é a alternativa.
Normalmente, esse público consegue dar uma entrada de 20% a 30% e financia o restante. Contudo, o aumento das taxas de juros impacta diretamente o valor das parcelas e, consequentemente, na capacidade de pagamento dessas famílias. “A taxa de juro é um fator central, pois dificulta as vendas”, enfatizou Araújo.
A elevação na oferta de imóveis também contribuiu para a desvalorização da imagem de “exclusividade” que muitas incorporadoras buscavam transmitir. Em resposta a essa realidade, muitas delas estão optando por reduzir o número de novos lançamentos.
Para se ter uma ideia, a cada aumento de 1 ponto porcentual na taxa de juros, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas perdem a capacidade de comprar um imóvel, conforme estimativas da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). “Com o aumento das taxas nos últimos anos, a compra se tornou inviável para muitas famílias”, observou Luiz França, presidente da associação.
Além disso, os custos com materiais, serviços e mão de obra subiram mais do que a inflação média do País nos últimos anos. Isso, somado ao crescimento do mercado imobiliário econômico e do segmento de luxo, tem elevado a concorrência e os preços dos terrenos nas capitais. “Os custos para iniciar um empreendimento, do zero, aumentaram significativamente”, comentou Araújo.
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A situação das famílias não é fácil. A preocupação maior aqui...
