
Desabamento de ponte de R$ 36 milhões no Acre deixa feridos
Queda da ponte Frei Paolino Baldassari em Sena Madureira levanta preocupações sobre segurança e estrutura após dois anos de inauguração.
Jornal Rondônia
A queda da ponte Frei Paolino Baldassari, localizada em Sena Madureira, no interior do Acre, gerou uma mobilização intensa das equipes de resgate. O incidente, que ocorreu na noite de sexta-feira, dia 5 de junho de 2026, resultou na transferência de pacientes em estado grave para Rio Branco e levantou questionamentos sobre a segurança da estrutura, que foi inaugurada há pouco mais de dois anos. Vale destacar que a travessia já estava interditada desde o dia anterior, uma medida que, segundo o governo estadual, foi tomada após a identificação de danos estruturais que estavam sendo monitorados por equipes técnicas.
Infelizmente, quatro pessoas ficaram feridas nessa tragédia. Dentre elas, duas apresentaram lesões mais sérias e precisaram ser transportadas para a capital acreana. A operação de socorro contou com a colaboração de ambulâncias do Samu de Bujari e Manoel Urbano, além do apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Uma unidade avançada de atendimento, enviada de Rio Branco, também se fez presente para ajudar na transferência dos pacientes.
O desabamento da ponte ocorreu em um contexto tenso, marcado por uma discussão entre Milena e Sheila Cristina Thomaz Ferreira, esposa do prefeito. Curiosamente, pouco antes do incidente, uma das vítimas havia gravado um vídeo que mostrava a precariedade da ponte. Edinaldo Muniz, um juiz aposentado, fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais, compartilhando informações que recebeu de moradores sobre problemas em duas pilastras da estrutura. Na gravação, ele expressou preocupações sobre a segurança da ponte e questionou sua durabilidade. Essa transmissão foi encerrada por volta das 19h20, pouco antes da divulgação da primeira nota oficial do governo sobre o ocorrido.
Sobre a construção da ponte, o governo do Acre informou que foram investidos R$ 36 milhões, e o projeto levou quase dois anos para ser finalizado. Desses recursos, R$ 20 milhões foram alocados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), enquanto o restante veio de verbas próprias do Estado. A obra foi realizada em parceria entre o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) e a empresa privada Cidade. As causas do desabamento estão sob investigação das autoridades estaduais e dos técnicos responsáveis pela avaliação da estrutura. É um momento delicado e a expectativa é que as respostas venham à tona em breve.
Atualizado há 2 horas
A governadora Mailza Assis ativou o gabinete de crise e se dirigiu a Sena Madureira para acompanhar pessoalmente os trabalhos de resgate e assistência aos feridos. A ponte, inaugurada em dezembro de 2023, era uma antiga reivindicação dos moradores e custou R$ 36 milhões. Construída sobre o rio Iaco, ela conectava o primeiro e o segundo distrito da cidade. Em comunicado, o governo informou que a interdição foi determinada após uma vistoria dos bombeiros que identificou um avanço de erosão nas margens do rio.
Atualizado há 4 horas
Entre os feridos está Ednaldo Muniz dos Santos, advogado e ex-juiz que gravava um vídeo denunciando os problemas na estrutura minutos antes do desabamento. Ele está em estado gravíssimo, com traumatismo craniano e fratura na região pélvica, e foi transferido para Rio Branco. Outro ferido, Ednei Muniz dos Santos, irmão de Ednaldo, sofreu fratura no antebraço e aguarda cirurgia. Antônio Morais Lima Filho, com fratura na perna, também aguarda cirurgia, enquanto Weverton Murieta sofreu ferimentos leves. O Corpo de Bombeiros estimou que 60% da estrutura desabou, e os feridos estavam no local irregularmente. O governo do Acre apura as causas do desabamento, com prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito.
Atualizado há 16 horas
A governadora Mailza Assis ativou o gabinete de crise e se dirigiu a Sena Madureira para acompanhar pessoalmente os trabalhos de resgate e assistência aos feridos. A ponte, inaugurada em dezembro de 2023, era uma antiga reivindicação dos moradores e custou R$ 36 milhões. Construída sobre o rio Iaco, ela conectava o primeiro e o segundo distrito da cidade. Em comunicado, o governo informou que a interdição foi determinada após uma vistoria dos bombeiros que identificou um avanço de erosão nas margens do rio.
