Deputada de SP Denunciada por Transfobia Contra Érika Hilton
Sofia Favero apresenta representação ao MP-SP contra Eduarda Campopiano por declarações transfóbicas após as eleições de 2026.
Data e Hora Atual: 06/10/2026, 14h15
Contexto: Criação de Novo Post
• Data de Publicação Original: 06/10/2026, 17h10
Nesta segunda-feira, 5 de outubro, a deputada estadual eleita Sofia Favero, do PSOL, protocolou uma representação formal ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra a também deputada eleita Eduarda Campopiano, do PL. Essa ação foi motivada por uma publicação transfóbica direcionada à deputada federal reeleita Érika Hilton, também do PSOL.
O documento apresentado por Sofia foi enviado ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, apontando possíveis crimes como transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero.
O incidente ocorreu após a postagem de Eduarda na rede social X, onde ela questionou: “Oi Erika Hilton. Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?”. Essa declaração causou um grande impacto, com 7 milhões de visualizações e 46 mil curtidas.
Sofia Favero solicita ao MP-SP a abertura de um inquérito policial para investigar a conduta de Eduarda, visando uma possível responsabilização criminal. Na representação, ela argumenta que a publicação utiliza a identidade de gênero de Erika como um ataque político, desconsiderando sua condição de mulher trans. Para Sofia, essa manifestação é uma clara demonstração de transfobia e injúria transfóbica, além de se enquadrar na categoria de violência política de gênero.
O documento faz referência a dispositivos do Código Penal e do Código Eleitoral que protegem os direitos políticos das mulheres. O artigo 359-P do Código Penal prevê penas de três a seis anos de prisão para quem utilizar violência para restringir ou impedir o exercício dos direitos políticos, considerando fatores como o sexo.
Além disso, menciona o artigo 326-B do Código Eleitoral, que estabelece punições para assédio, constrangimento ou discriminação contra candidatas ou detentoras de mandato, com penas que variam de um a quatro anos de prisão, além de multa.
Outro ponto relevante é a menção ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou a homotransfobia ao crime de racismo. Para Sofia, o impacto da publicação não afeta apenas Erika Hilton, mas também contribui para a discriminação de mulheres trans e travestis.
A representação ainda recorre à definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre violência política contra a mulher, caracterizada como qualquer ação destinada a dificultar ou restringir o exercício de direitos políticos, especialmente por motivos relacionados ao gênero.
Aos 23 anos, Eduarda foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), conquistando 1.956.238 votos. Em contrapartida, Sofia ficou em terceiro lugar entre os eleitos, com cerca de 407 mil votos. Já Erika foi reeleita para a Câmara dos Deputados, recebendo 1.596.472 votos, ficando em segundo lugar no Estado, atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), que obteve 3.038 votos.