Depressão Leonardo: Primeira Morte e Alerta de Cheias em Portugal
A depressão Leonardo está a ser responsável por ventos e chuvas fortes por todo o território. Localidades junto dos rios Tejo, Douro e Mondego devem acautelar a possiblidade de cheias.
Foi confirmada a primeira vítima fatal em decorrência da passagem da depressão Leonardo por Portugal. Uma fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo informou à agência Lusa que um homem, na casa dos 70 anos, foi encontrado sem vida dentro de um carro que estava submerso em uma linha de água no município de Serpa, na região de Beja.
Essas informações surgem após o jornal Público ter divulgado, com base em relatos do Comando Distrital de Operações de Socorro de Beja, que estavam em andamento operações de busca em Pias, também em Serpa, para resgatar possíveis vítimas de um veículo que havia ficado submerso na barragem da Amoreira.
Atualmente, o país já sente os efeitos da depressão Leonardo, que trouxe ventos e chuvas intensas, gerando diversas ocorrências em várias partes do território.
Na tarde desta quarta-feira, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, conversou com os jornalistas e expressou sua preocupação em relação às possíveis consequências desse fenômeno meteorológico, especialmente com a previsão de um "pico" na quinta-feira. “De acordo com as previsões do IPMA”, explicou a ministra, espera-se um novo agravamento das condições climáticas “no sábado e no domingo”, embora este seja considerado "muito suave". No entanto, ela alertou que um novo pico de mau tempo deve ocorrer “na segunda, terça ou quarta-feira da próxima semana”.
Além disso, Maria da Graça Carvalho comentou sobre a elevação do nível do rio Sado, afirmando que, em Alcácer do Sal, "a parte baixa e o centro da cidade estão inundados", o que representa "uma situação preocupante", especialmente durante a maré cheia.
Entretanto, a situação é ainda mais delicada no rio Mondego, especialmente em Coimbra, onde as autoridades têm motivos para estar em estado de alerta, temendo uma "cheia repentina". Apesar disso, a ministra garantiu que foram realizados todos os preparativos necessários para possíveis evacuações.
Ela também destacou que as autoridades portuguesas estão em "grande articulação" com os colegas da Espanha, buscando uma abordagem coordenada e mútua no enfrentamento da intempérie.
No balanço feito ao final da tarde, Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, alertou que a barragem de Alcântara, na Espanha, "que influencia diretamente o Tejo, está atualmente operando com uma cota entre 92% e 93%". Essa situação pode representar riscos, especialmente para as "populações ribeirinhas na região do Tejo". Ele explicou que, se a barragem realizar descargas mais significativas, é bem provável que ocorram grandes cheias na área.
Uma situação similar, conforme relatou, pode ser vivida nas localidades próximas aos rios Douro e Mondego. Ele fez um apelo às comunidades para que adotem todas as precauções necessárias.
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